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BANCA. Pressão dos auditores externos força accionistas do banco de origem russa, participado em quase 50% por Carlos Sumbula, a aumentarem mais 1.100 milhões de kwanzas aos anteriores 1.400 milhões, interrompendo quase três anos e meio de violação às regras do banco central. Auditores apanham novas ‘insuficiências’ ao balanço de 2016.

 

Os accionistas do Banco VTB África decidiram subir o capital social para 2,5 mil milhões de kwanzas, no primeiro trimestre deste ano, três anos depois de várias recomendações dos auditores externos e sucessivos incumprimentos às obrigações do Banco Nacional de Angola (BNA), de acordo com as notas da auditoria externa às contas da entidade relativas aos últimos três anos.

Até Dezembro do ano passado, o banco fechou três anos de incumprimento ao exigido pela lei das instituições financeiras quanto ao capital social mínimo, tendo operado, por mais de três anos, com um capital social abaixo dos 2,5 mil milhões de kwanzas, o mínimo legal.

Só em Março deste ano é que os donos do banco decidiram injectar capital, com uma soma de 1.100 milhões de kwanzas, precisamente 1.100.000.000, passando para os exigidos 2,5 mil milhões de kwanzas (2.500.000.000), interrompendo, deste modo, perto de três anos e meio de violação às regras do negócio bancário angolano.

Integram o grupo de accionistas do VBT África o Banco VTB Moscovo, com uma participação de 50,1%, o gestor angolano António Carlos Sumbula, com 49,87%, e mais três accionistas individuais, designadamente Robim Manuel Quimbala, Miguel António Chambole e José Luís Alves, que repartem os restantes 0,03%.

O aumento de capital segue-se a várias recomendações de dois diferentes auditores externos, nomeadamente a PricewaterhouseCoopers Angola (PWC) e a Ernest & Young (EY), que, em três anos, não pouparam opinião para a necessidade de o banco reforçar capital de acordo com o exigido na lei.

O aumento de capital social para 2,5 mil milhões não travou novas reservas às contas. No parecer às contas de 2016, foram descobertas mais reservas, desta vez, sob a chancela dos peritos da EY, que, apesar de saudarem iniciativa do reforço de capital, não passaram ao lado das ‘insuficiências’ quanto à aplicação de dois avisos e um instrutivo do BNA, relativas à governação corporativa e controlo interno.

“Verificámos, através dos procedimentos de acompanhamento realizados, que ainda existe um conjunto de funções, políticas e procedimentos que não se encontram devidamente implementados e/ou formalizados, pelo que ainda não se encontram integralmente cumpridos os requisitos definidos nos avisos nº1/2013 e 2/2013, de 19 de Abril, e do instrutivo nº1/2013, do BNA”, apontam os técnicos da EY, que chamam ainda a atenção para um plano de negócios do VTB que “não apresenta a definição da estratégia global do banco, objectivos do negócio e riscos”.

BANCO 'ENGORDA' ESTRUTURA 

Apesar das novas recomendações dos auditores externos às contas do banco que tem raiz na Rússia, a actividade do banco no ano passado foi marcada por crescimento dos principais indicadores financeiros. É o caso do activo que, de Janeiro a Dezembro, cresceu 73% face ao período homólogo anterior, motivado pelo aumento da rubrica de ‘disponibilidades’, “fruto de uma maior captação de recursos de clientes”.

No relatório de gestão, a administração do banco lembra que, apesar do crescimento do activo, várias acções ficaram impedidas de avançar, ainda na sequência das sanções que os EUA e a União Europeia aplicaram a esse gigante russo por alegado patrocínio às acções de guerra aos rebeldes no leste da Ucrânia, em 2014. Medida que abrangeu ainda ao Banco de Agricultura da Rússia e a empresa United Ship Building.

“Este facto dificultou as relações com as instituições financeiras estrangeiras, com as quais terminámos diversas relações. As sanções continuaram a vigorar ao longo de 2016”, admite a gestão.

Já os lucros deram um salto de mais de 80%, ao sair de 2.103 milhões de kwanzas, em 2015, para 3.810 milhões, influenciado pelo aumento dos rendimentos de serviços e comissões.

 

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