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RESULTADOS. Primeiro balanço do banco fora do controlo do português BPI mostra o maior lucro dos últimos sete anos. Lucros fixaram-se nos 61,7 mil milhões de kwanzas e voltam a colocar o banco à frente no ranking dos cinco maiores. Expansão de 6,7% nos activos é outro indicador da influência angolana no negócio. Parceiro português já se ressente da perda da participação.

 

Os accionistas angolanos do Banco de Fomento Angola (BFA) aprovaram, no balanço financeiro do ano passado, o maior lucro da instituição desde 2010, no valor de 61.712 milhões de kwanzas, mais 63% do que as margens recolhidas em igual período anterior, de acordo com números do balanço dos dois últimos anos de actividade.

A contribuir para o sucesso operacional e para o salto acima de 60% nos lucros estão as margens financeiras, que avançaram 60,6% para 67.216 milhões de kwanzas em 2016 e o produto de ‘outras operações bancárias’, que se fixou nos 96,6 mil milhões de kwanzas contra os 70,2 mil milhões de 2015.

Esta é a primeira vez que as contas de balanço do BFA são consolidadas em Luanda, por conta do domínio pelos angolanos da Unitel, desde o ano passado, da maior parte das acções do banco, apesar de a operação apenas ter sido formalizada em Janeiro deste ano.

Antes da redução das participações do BPI no BFA, também designada redução de exposição a Angola, as contas do maior banco angolano em lucros eram fechadas em Portugal. Só no primeiro semestre do ano passado, o banco da Unitel contribuiu com 86,9 milhões de dólares de um total de 116,4 milhões para os lucros do BPI. Ou seja, a influência do maior tomador da dívida pública angolana chegou a atingir os 74,6%. Um comunicado, divulgado imediatamente à publicação das contas do banco português, referia que o banco angolano ajudou o congénere português a crescer 39,1%, comparativamente a igual período anterior.

Integram actualmente a estrutura accionista do BFA a Unitel, de Isabel dos Santos, com 51,9%, e o Banco Português de Investimento (BPI), com 49,1%, após a cedência de 2% de participação no banco sedeado em Luanda.

A compra pela Unitel de mais 2% do BFA “permitiu ainda resolver a questão dos grandes riscos imposta pelo Banco Central Europeu ao BPI, que obrigava o banco português a reduzir a sua exposição ao BFA”, explicara a operadora móvel angolana, num comunicado dirigido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários português, a CMVM, após a formalização do negócio, a 5 de Janeiro.

O relatório e contas de 2016 disponível no portal da entidade não está acompanhado das notas do auditor e do conselho fiscal às notas do banco, além de não conter ainda a habitual mensagem do conselho de administração sobre o exercício financeiro decorrido e o resumo da actividade desenvolvida, desde a contratação de novos profissionais à aquisição de novos activos.

Depois dos lucros, o crescimento do activo é outro indicador que atesta a evolução do negócio em 2016. De Janeiro a Dezembro do ano passado, esta variável subiu 6,7%, ao sair de 1,2 biliões de kwanzas para 1,3 biliões.

Parceiro português com prejuízos

Com a redução da participação do BPI no BFA, as primeiras contas trimestrais de 2017 do banco português fecharam negativas. A instituição anunciou que, entre Janeiro e Março, perdeu 123,3 milhões de euros face aos lucros de 45,8 milhões arrecadados em igual período anterior.

Uma nota da entidade anexada aos resultados do primeiro trimestre explica que “o impacto da venda da participação de 2% para 49,1% e consequente perda de controlo da instituição foi negativo em 212,3 milhões de euros, sendo que, sem esse impacto, o BPI teria apresentado um resultado positivo de 90 milhões de euros”.

A venda da participação, tornada obrigatória por parte do Banco Central Europeu, “fez com que o BFA deixasse de ser consolidado nas contas do BPI, passando a ser reconhecido apenas pelo método da equivalência patrimonial”.

A operação de venda da participação de 2% à Unitel foi a moeda de troca para que a empresária Isabel dos Santos aceitasse vender a participação de 18,576% que a Santoro detinha na instituição, que tinha sido adquirida quando o banco brasileiro Itaú saiu do capital do Banco BPI, operação várias vezes criticada pelos anteriores accionistas do banco que, dada a evolução dos acontecimentos, acabaram por desistir da instituição, vendendo as acções ao CaixaBank.

 

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