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DIVISAS. Governador do banco central disse ter em mão plano para trazer de volta último banco que fornecia dólares a Angola. Estratégia envolve reunião com Banco Central Europeu e altos quadros do maior banco alemão, com conversações a arrancarem em Fevereiro.

O Banco Nacional de Angola (BNA) tem, em agenda, uma viagem para a Europa com vista a recuperar a relação que teve com o último banco fornecedor de dólares ao país, o alemão Deustch Bank, revelou o governador do banco central, Valter Filipe da Silva.

De acordo com o governador, que respondia a perguntas dos jornalistas na cerimónia de cumprimentos de fim de ano no Palácio Presidencial, a ‘missão’ deve arrancar em Fevereiro, altura em que a autoridade monetária nacional e altos responsáveis do Banco Central Europeu (BCE) e do Deutsch Bank discutem os termos da relação e equivalências das regras de supervisão bancária europeia.

O Deutsch Bank é um dos seis bancos correspondentes que forneciam dólares físicos a Angola. A lista de bancos correspondentes que deixaram o país e cessaram relações com o sistema bancário inclui o Citi Bank, HBSC, Bank of America/FirstRand e Standard Chartered.

Actualmente, e como escreveu o VALOR na última edição de Dezembro de 2016, nenhum banco presta serviço de venda de dólares ao país, sendo que as operações cambiais há vários meses que vêm sendo realizadas na moeda europeia.

Os relatórios dos leilões de divisas do BNA confirmam isso mesmo. A última sessão de 2016, precisamente de 19 de Dezembro, colocou no mercado cambial 214,7 milhões de euros, para coberturas de operações definidas pelo Governo como prioritárias.

Assim, e com vista a manter a relação com bancos internacionais não-americanos, a estratégia do BNA passa por regressar à Europa, de maneira que o BCE “passe a ver o BNA como um banco central e de equivalência” europeia, conforme descreveu Valter Filipe, quando questionado, em Dezembro, sobre o risco de isolamento do sistema financeiro nacional.

O plano já está praticamente em curso a avaliar pelo número de viagens que a equipa de Valter Filipe tem vindo a efectuar pelo mundo, desde África, América do Norte e Europa.

MISSÃO AO ESTRANGEIRO

Desde Setembro que o BNA se tem lançado numa ‘campanha’ de recuperação da imagem da banca. A missão iniciou na África do Sul, quando o banco central, a convite do governador do Federal Reserve Bank (Banco Central da África do Sul), Lesetja Kganyago, reconheceu a necessidade de cooperação com aquele banco central africano.

Seguiu-se Portugal. Mas lá o objectivo foi, segundo o próprio governador do BNA, a busca de “apoio técnico para que o BNA venha a ser aceite como equivalente de supervisão bancária do Banco Central Europeu (BCE)”. Mais tarde, deu-se o encontro com bancos americanos e agências de créditos e investimentos dos Estados Unidos da América, por altura das reuniões de Outubro do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A mais recente viagem ao estrangeiro data de Dezembro último. Desta vez, a reunião foi na Itália, quando altos quadros do organismo, chefiados por Valter Filipe, sentaram-se à mesma mesa com investidores italianos e com a Agência Italiana de Crédito à Exportação (S.A.C.E), detentora de 4,7 mil milhões de euros em activos.

NOVAS MEDIDAS ANUNCIADAS 

Além das viagens ao estrangeiro, o banco central já anunciou novas medidas, denominadas ‘Projecto de Adequação do Sistema Financeiro Angolano às Normas Prudenciais e Boas Práticas Internacionais’, segundo escreveu o ‘Jornal de Angola’, na sua última edição de 31 de Dezembro.

A nova medida “alinha a prática bancária angolana com os mecanismos de controlo e supervisão do sistema financeiro internacional”, fazendo do BNA “uma verdadeira autoridade de supervisão com capacidade para ditar regras de boas práticas aos bancos comerciais e outras entidades financeiras no sentido de evitar eventuais desvios de divisas”, lê-se na edição online do JA.

 

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