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Professores ameaçam nova greve

O Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof) admitiu hoje (5) a possibilidade de uma nova greve, considerando que ainda há "pontos divergentes", como a nomeação de professores em regime probatório e em cargos de chefia.

2fev2013

Em declarações à Lusa hoje, a secretária-geral do Sinprof, Hermínia do Nascimento, recordou que as reclamações são contínuas, sobretudo devido à "exiguidade de vagas disponíveis e a reduzida dotação financeira para os referidos cargos".

"Ainda temos vários professores a reclamar, há muitos anos que vêm exercendo esse cargo de chefia e não estão a receber e outros não estão nomeados", disse, defendendo que, "enquanto as vagas continuarem exíguas, não haverá satisfação na plenitude" A dirigente sindical informou que as propostas dos sindicatos da educação continuam em análise no Ministério da Educação, pelo que é "prematuro afirmar" que todas as propostas foram já acolhidas.

Acrescentou que a questão ligada ao novo estatuto da carreira docente continua a merecer a atenção entre as partes. "Depois do último encontro, aguardamos por nova convocação do ministério, porque eles agora terão de compilar uma proposta, tendo em conta os pontos que achamos pertinentes para constarem do estatuto.

No último dia abordamos a questão da avaliação do desempenho tanto dos professores como dos técnicos pedagógicos", sustentou. Hermínia do Nascimento referiu que por parte do sindicato vão ser ouvidas também outras entidades, com influência direta no processo, até que chegue a versão final.

Sem descartar a possibilidade de uma terceira greve no ensino geral, depois das duas que tiveram lugar em abril, a secretária-geral do Sinprof recomendou ao Governo que sair das eleições de 23 de agosto que dê prioridade às preocupações da classe.

"Na altura das duas paralisações de Abril demos uma moratória para resolução, daí que não estamos completamente satisfeitos quanto à resolução dos pendentes. Esperamos que o próximo Governo leve esta questão dos professores a peito e como prioritária, porque existem orientações expressas do Presidente da República", recordou.

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Seis razões pelas quais vale a pena confiar!

Quanto mais se moderniza a sociedade, mais importante se torna a Confiança no plano prático das relações e das interações sociais a todos os níveis da nossa vida. Podemos concluir que existem, pelo menos, seis razões que reforçam a importância da confiança nas sociedades em geral.

Em primeiro lugar, praticamente todas as sociedades humanas, independentemente do seu grau de modernização, precisam de encapsular a ideia de desenvolvimento a partir de estruturas humanas (tal como as instituições), e cada vez menos como processos de «fé», ou baseado nas relações pessoais e de proximidade. Para lidar com as incertezas do futuro, os indivíduos necessitam, absolutamente, de confiar, seja nas instituições, seja nos seus sistemas, processos e «agentes», cuja actividade consiste, justamente, em dirigir e gerir o próprio desenvolvimento da sociedade.

Em segundo lugar, o mundo moderno baseia-se em avançadas divisões do trabalho e de diferenciação de papéis que produzem cada vez mais dependências, tanto no seio das sociedades, como entre elas. Estas dependências, por sua vez, são tanto portadoras como, ao mesmo tempo, geradoras de (mais) incertezas e riscos. Donde, e consequentemente, uma maior necessidade de mais e melhores esforços de cooperação com os outros, o que aumenta a procura da confiança e a própria necessidade de a (re) produzir e expandir. Mas atenção: convém aqui diferenciar «risco» de «incerteza». O risco é uma probabilidade percebida como perda potencial, interpretada por quem toma a decisão de confiar. A incerteza é a incapacidade de conhecer o próprio risco.

Em terceiro lugar, o nosso mundo tende para a aceleração do seu processo de transformação global e para a «conquista social» da terra, com um impacto total não apenas na nossa vida, como na nossa própria condição de viver. Por via das modernas tecnologias de informação, comunicação e transporte utilizadas, o mundo tende a ficar cada vez mais «pequeno», «rápido» e «plano», aproximando inevitavelmente as pessoas e as sociedades e criando com isso (inevitavelmente), novos riscos e ameaças. Portanto, quer a nossa existência, quer a nossa preservação decorrem num contexto e num ambiente de vulnerabilidade e mudança acelerada. Dito de outra forma, a nossa existência e a nossa condição acontecem cada vez mais numa «sociedade de risco». Este facto contribui fortemente para a necessidade de conseguir produzir confiança ao nível inter individual e colectivo.

Em quarto lugar, dado que temos de lidar com um número cada vez maior de opções na vida moderna, precisamos de recorrer à confiança nas nossas rotinas e no funcionamento dos designados «sistemas abstractos, técnicos e periciais», seja quando escolhemos a escola para os nossos filhos, um banco para depositarmos poupanças, uma companhia aérea a quem confiamos a nossa viagem ou uma grande superfície onde adquirimos alimentos. A confiança «existencial» é a melhor forma de lidar com as exigências de decisão permanente, porque criam um cenário de previsibilidade que mantém a «ilusão» da narrativa colectiva. Diariamente, somos todos confrontados com múltiplas escolhas e oportunidades, pelo que temos de efectuar decisões sobre, em quem, e no que confiar, e cada opção significa uma renúncia a outra. Em comum, encontramos o facto de todas as escolhas terem um preço. Porém, a nossa própria história colectiva ensina-nos que, quando comparado ao preço da desconfiança, concluímos que esta última opção é mais dispendiosa.

Em quinto lugar, há nas sociedades modernas uma progressiva tendência para uma certa «opacidade» de alguns segmentos do seu funcionamento em relação à maioria dos seus cidadãos. É o caso do funcionamento dos mercados, da máquina e da engrenagem burocrática tanto governamental como institucional de muitos serviços públicos de que dependem biliões de indivíduos em todo o mundo. Quando as pessoas são confrontadas com essa enorme «caixa-negra», os não-especialistas (que são a esmagadora maioria dos indivíduos e cidadãos), necessitam de confiar, caso contrário ficariam paralisados e seriam incapazes de agir.

Finalmente, em sexto lugar, nos contextos modernos o número de «estranhos» e «estrangeiros» tende a aumentar, seja devido às migrações, ao turismo ou simplesmente às facilidades de viajar em geral. Portanto, a confiança torna-se não só a abordagem necessária, como a mais adequada ao comportamento social e cooperativo e ao funcionamento das grandes redes nas quais estamos inevitavelmente envolvidos.

Um tanto paradoxalmente, podemos concluir que quanto menor é o conhecimento que se tem de uma pessoa, de uma organização ou de uma instituição de quem se necessita ou depende, seja para obter serviços, produtos ou informação, mais necessária se torna a confiança. Ora, dada a complexidade crescente das sociedades modernas em que vivemos, é altamente improvável que consigamos ter o completo conhecimento de tudo. Resta-nos arriscar porque, de resto, já vivemos numa sociedade de risco.

E você, em quem já confiou hoje?

Director Executivo da Noosfera – KnowledgeMatters

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A persistência dos desequilíbrios globais

O foco principal do simpósio deste ano, do banco da reserva federal americana (Fed), na cidade de Kansas em Jackson Hole, Wyoming, que reúne os principais banqueiros centrais do mundo, não era expressamente sobre a política monetária.O discurso de abertura da presidente do Fed, Janet Yellen, enfatizou as mudanças na política de regulamentação que se seguiram à crise financeira global de 2008, enquanto o discurso do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, abordou a necessidade de reformas contínuas na Europa para sustentar a recente recuperação económica da zona euro.

Mas foram o comércio e as finanças globais - as principais forças que moldam a perspectiva económica e as condições do mercado financeiro com as quais os banqueiros centrais lidam - que ocuparam um lugar central. Sobre os efeitos da globalização do comércio de bens e serviços, a discussão destacou os custos para o emprego interno, os salários e a desigualdade. Do lado das finanças, os fluxos de capital internacionais e os desequilíbrios globais foram o principal foco.

E aqui, o velho ditado aplica-se: quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem na mesma. Durante a maior parte das últimas quatro décadas, os Estados Unidos foram um importador líquido de capital do resto do mundo.

Desde o início do século anterior até ao início da década de 1980, que os EUA raramente registaram deficit na sua conta corrente externa (ver gráfico). A conta corrente reflecte o saldo da balança poupança-investimento da economia. Quando a poupança excede o investimento, o resultado é um excedente da conta corrente, e a economia torna-se num credor para o resto do mundo. Depois que emergiu como uma potência mundial no final da Primeira Guerra Mundial, os EUA tornaram-se num fornecedor líquido de capital para o resto do mundo.

Fontes: Estatísticas históricas dos Estados Unidos, Relatório Económico do Presidente, Perspectivas Económicas Mundiais do FMI. Em 1987, o economista C. Fred Bergsten, foi o primeiro a sinalizar que os desequilíbrios globais caminham em direcção a um território desconhecido. “Os Estados Unidos, criadores do sistema económico do pós-guerra e o lar da principal moeda do mundo”, escreveu ele, “tornou-se na maior região devedora já conhecida da humanidade – e a sua tinta vermelha continuará a fluir pelo menos até à década de 1990. O Japão, amplamente visto como um país em desenvolvimento há apenas uma geração, tornou-se, de longe, no maior credor - e a sua acumulação de activos externos continuará a expandir rapidamente tão longe quanto é possível prever”.

O Japão foi identificado como um culpado particular dos crescentes desequilíbrios globais, porque o seu excedente de conta corrente superou 4% do seu PIB em 1986, enquanto o Banco do Japão acumulou níveis recordes de títulos do Tesouro dos EUA.

O Japão adoptou limites “voluntários” nalgumas exportações para os EUA e, no âmbito do Acordo Plaza, no final de 1985, ajudou a preparar a reavaliação do iene face ao dólar. No entanto, no final da década de 1980, com um iene forte, as bolhas das acções e dos activos em imobiliário japoneses rebentaram e a taxa de crescimento do Japão caiu. Por volta da mesma altura, a Coreia do Sul emergiu temporariamente como uma importante culpada de estar por trás do deficit comercial dos EUA. Em 1987-1988, o superavit da conta corrente da Coreia do Sul subiu acima de 6% do PIB, com a manipulação monetária citada frequentemente pelo aumento da poupança externa.

A mesma acusação foi feita à China, que, com o seu espectacular crescimento liderado pelas exportações, compras oficiais recordes de activos americanos e de taxas de câmbio fixas (ou semifixas), continua hoje a dominar a discussão sobre os desequilíbrios globais. E, de facto, existem algumas evidências para sustentar as alegações de que a manipulação da moeda e as práticas comerciais injustas tenham sido os principais factores pelo menos em alguns subperíodos. Mas o superavit da conta corrente da China tem vindo a diminuir mais rapidamente do que o Fundo Monetário Internacional e muitos analistas haviam antecipado.

Depois de subir para quase 10% do PIB em 2006-2008, o excedente externo oscila actualmente na faixa de 1-2%. Além disso, apesar de alguma moderação no primeiro trimestre deste ano, continua a fuga de capitais privados da China. Entra a Alemanha. À medida que o excesso de conta corrente da China diminui, a Alemanha está a subir para níveis recorde (ver gráfico). A sugestão do presidente dos EUA, Donald Trump, de que esses excedentes são um subproduto de práticas comerciais injustas, soa estridentemente a oco.

Como a Alemanha não possui moeda própria, também é um exagero sugerir que beneficie da manipulação da moeda (embora as políticas de flexibilização quantitativa do BCE tenham sido citadas nesse contexto). Embora a Alemanha seja destacada em função do seu tamanho, não é de modo algum exclusivo, entre as economias avançadas, a manutenção de um superavit externo considerável. A partir de 2017, a Áustria, a Dinamarca, a Irlanda, o Japão, o Luxemburgo, os Países Baixos, a Noruega, a Suécia e a Suíça possuem importantes excedentes de conta corrente em relação ao respectivo PIB. Tal como outras economias asiáticas. Os EUA geraram deficits crónicos de conta corrente, por quase duas gerações.

O apontar do dedo aos países excedentários, já está a ficar gasto. Na discussão em Jackson Hole, alguém questionou se poderia ser exercida a pressão internacional sobre os países excedentários para gastarem mais e economizarem menos. Quando a mesma questão foi colocada aos EUA, na sua era de excedentes no final da Segunda Guerra Mundial, quando a preocupação era a falta global de dólares, essa opção foi inequivocamente descartada.

Os EUA apenas registaram excedentes externos em três dos 38 anos, desde 1980. A política fiscal favoreceu a acumulação de dívidas pelas famílias em detrimento da poupança, e uma desaceleração significativa da produtividade está a afectar a competitividade internacional dos EUA.

Como Ethan Ilzetzky, Kenneth Rogoff e eu comprovamos, devido à ausência de alternativas, o status do dólar como a principal moeda de reserva do mundo permanece incontestável, tornando assim mais fácil para os EUA continuar a financiar deficits de conta corrente. Mas o facto de ser fácil, não a torna uma boa ideia.

Carmen Reinhart é professora do Sistema Financeiro Internacional da Kennedy School of Government da Universidade de Harvard.

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