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Nelson Rodrigues

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BAI prevê subir capital em 965%

BANCA. Entidade bancária vai juntar accionistas a 28 de Março para discutir aumento do capital social. Banco quer ‘saltar’ dos actuais 14,7 mil milhões para 157,5 mil milhões tornando-se a segunda instituição no ‘ranking’ de capital social. BFA, o campeão dos lucros, fica para trás, com 15,4 mil milhões.

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Os accionistas do Banco Angolano de Investimento (BAI) pretendem fixar o capital social da instituição em 157,5 mil milhões de kwanzas, um reforço de 965,5%, em vez dos actuais 14,7 mil milhões, de acordo com a agenda da mesa da assembleia-geral tornada pública.

A estratégia de aumento de capital não prevê entrada de dinheiro fresco dos accionistas. Será realizada através de incorporação de reservas no valor de 142,7 mil milhões de kwanzas.

Integram o grupo de accionistas a Sonangol Holding Limitada (8,50%), a Oberman Finance Corp (5,00%), Dabas Management Limeted (5,00%), Mário Abílio Palhares (5,00%), Theodre Jameson Giletti (5,00%) e a Lobina Anstalt (5,00%), além da Coromais Participações Lda. (4,75%), Mário Alberto dos Santos Barber (3,87%), e ‘Outros’ não identificados, que respondem por 57,88% do capital.

Se se efectivar o plano, o BAI passa a ser a segunda maior entidade bancária em capital social, atrás do Banco de Poupança e Crédito (BPC), cujo capital ultrapassa os 200 mil milhões, precisamente 216.171.690 de kwanzas, detidos pelo Estado (75%), Caixa de Segurança Social das Forças Armadas (15%) e pelo Instituto Nacional de Segurança Social (10%), considerando as últimas contas consolidadas de 2017.

No ‘ranking’ dos maiores bancos angolanos em activos, o Banco Millennium Atlântico (BMA) é o terceiro com maior capital social, com 53,8 mil milhões, seguido pelo BIC, com 20 mil milhões, e pelo Banco de Fomento Angola (BFA), com 15,4 mil milhões.

A reunião para a discussão do reforço de capital do BAI está marcada para o próximo dia 28 e prevê ainda, entre outros, “deliberar sobre a proposta de aplicação dos resultados do exercício financeiro 2018, proceder à apreciação geral da administração e fiscalização do banco”, além de apreciar a “declaração sobre a política de remunerações dos membros dos órgãos sociais aprovada pela comissão de remunerações”.

Último balanço positivo

Até 31 de Dezembro de 2017, altura em que o BAI fechou o último balanço consolidado, a contabilidade inscreveu resultados líquidos de 55 mil milhões de kwanzas, um aumento de 11% face aos lucros de igual período anterior, num período em que os fundos próprios cresceram 17%, atingindo os 196 mil milhões.

Já o rácio de solvabilidade regulamentar, outro importante indicador que mede a ‘saúde’ das empresas no geral, cifrou-se em 19%, acima do mínimo exigido por lei (10%), “o que atesta da solidez do BAI”, defenderam o PCA e PCE, respectivamente José Carlos Castro Paiva e Luís Filipe Rodrigues Lélis, em mensagem conjunta que acompanha o balanço de 2017.

Além da segunda posição no ‘ranking’ por capital social, o BAI lidera o ‘ranking’ de depósitos de clientes, com uma carteira de crédito que ultrapassa um bilião de kwanzas (1.092.660), a segunda em capitais próprios’, com 195.743 milhões, e a terceira em crédito líquido (369.345 milhões), considerando dados do seu último balanço consolidado de 2017.

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Banco Económico e BCI não dão lucros à Sonangol por ‘ordem’ dos accionistas

BALANÇO. PCA da petrolífera estatal atesta que os dois bancos não pagaram dividendos em 2017, mesmo com balanços positivos. Dos participados, só o BAI e o Caixa Angola deram dinheiro, com 7,7 mil milhões e 3,6 mil milhões de kwanzas, respectivamente. Estado vai decidir qual dos banco perde primeiro a Sonangol, no processo de reestruturação da petrolífera.

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Os bancos Económico e o de Comércio e Indústria (BCI) não distribuiram os dividendos recolhidos no exercício financeiro de 2017 à Sonangol, um dos accionistas das duas instituições bancárias, revelou o presidente da petrolífera estatal, Carlos Saturnino.

De acordo com os números da Sonangol, no grupo de quatro participadas do sector bancário nacional, apenas o Banco Angolano de Investimento (BAI) e o Banco Caixa Geral Angola deram dinheiro à accionista Sonangol, distribuindo, respectivamente, 7,7 mil milhões de kwanzas e 3,6 mil milhões.

“Dividendos pagos, contas de 2017: Caixa Geral Angola, 3,6 mil milhões de kwanzas; BAI: 7,7 mil milhões. Banco Económico: não pagou dividendo; BCI: não pagou dividendo”, descreveu Carlos Saturnino, na conferência de imprensa que assinalou os 43 anos da petrolífera.

Carlos Saturnino não explicou por que razão as participadas não distribuiram devidendos em 2017, quando até as contas de 2018, por regra, já deviam estar fechadas e publicadas. Nem relacionou a atitude dos bancos à estratégia geralmente seguida na banca de reforço e robustez dos indicadores com incorporação de reservas ou lucros.

Os resultados das participadas foram tornados públicos numa altura em que decorre o processo de regeneração da Sonangol, que inclui planos de redução ou saída da participação da petrolífera estatal nos negócios não ‘core’. A banca é um desses negócios.

Entretanto, o conselho de administração do Banco Económico argumenta que foi “determinado, por unanimidade dos accionistas, que não seriam distribuídos dividendos relativos aos resultados do exercício de 2017(...)”.

Participadas lucram

Apesar de não canalizarem dinheiro para a Sonangol, os bancos Económico e o BCI fecharam o exercício financeiro de 2017 com contas positivas. O Económico obteve um lucro líquido de seis mil milhões de kwanzas, recuperando-se de perdas do exercício anterior.

Já o BCI, de Filomeno de Ceita, registou lucros de 663 milhões de kwanzas, mais do que o dobro de igual período anterior, quando a contabilidade do banco inscreveu 302 milhões.

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Crédito do Sul com lucros de 380%

BANCA. Banco com ligações ao empresário Silvestre Tulumba carimba terceiro ano de operações completas com balanço positivo. Entidade acabou 2018 com lucros de 12 mil milhões de kwanzas. Contabilidade justifica proveitos com investimento em capital. Cartas de crédito têm contribuído para esses resultados.

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As contas de balanço do Banco de Crédito do Sul (BCS) registaram, em 2018, um lucro de 380% para 12 mil milhões de kwanzas, montante que supera os anteriores 2,5 mil milhões de 2017, revelou ao VALOR a presidente do conselho de administração, Maria do Céu Figueira.

A contribuir para o desempenho positivo do banco estiveram, entre outros, investimentos “muito fortes em capital”, além de outras operações, desde a liquidez do banco, intermediação financeira e prestação de serviços. “Tivemos um resultado bastante robusto e que vai reforçar ainda mais [o banco], na ordem dos 12 mil milhões de kwanzas. É uma subida muito significativa. No ano anterior tínhamos tido de resultados líquidos 2,5 mil milhões kwanzas. Muito mais do que o triplo”, regozija-se a gestora do banco que opera desde 2015.

O conselho de administração, no entanto, considera um “crescimento normal”, admitindo que, em 2017, o BCS encontrava-se “praticamente” no segundo ano de actividade e já tinha “algum músculo” com um aumento de capital. “É normal um banco como o nosso crescer a esses níveis, principalmente porque fizemos também investimentos muito fortes em capital”, sublinha a PCA.

Esta é a segunda vez, desde 2015, ano de arranque, que o banco fecha balanço com resultados positivos, depois de nos dois primeiros anos de operação ter carimbado as contas com prejuízos de 546.519 milhões de kwanzas e 372.681 milhões, de 2015 e 2016, respectivamente (ver gráfico). “O BCS está agora no quarto ano e em crescimento de acordo com o plano estratégico que tínhamos delineado e que temos vindo a conseguir cumprir em alguns pontos, até ultrapassar numa perspectiva sempre de ir acompanhando as normas que que são impostas quer pelo regulador, quer pelas entidades oficiais e também aquilo que nos vai sendo requerido e solicitado pelos nossos clientes e pela própria economia em geral”, aponta Maria do Céu Figueira.

Cartas de crédito ajudam

Além das contribuições das operações correntes de intermediação financeira, através do crédito tradicional, e demais prestações de serviços, para os resultados do banco, o conselho de administração inclui ainda as operações com cartas de crédito no conjunto de elementos que ajudam nos proveitos.

Contas da administração calculam que, de Janeiro a Dezembro de 2018, o banco já atendeu um volume de solicitações de pagamentos por cartas de créditos de 300 milhões de dólares. Segundo ainda o conselho de administração, estas operações chegam a representar um terço no total de proveito, mas Maria do Céu Figueira admite “não ser um método fácil de aderir”. Para ela, “se calhar alguns empresários não estão [ainda] muito habituados”. “No BCS, o método é rápido. Está agilizado. Tem o departamento específico para isso”, garante a gestora, que aponta a segurança para os importadores como vantagens do mecanismo de pagamento.

Aberto em 2015, o BCS é detido por cinco accionistas, entre os quais familiares do influente empresário do sul Silvestre Tulumba. Da lista de accionistas, destacam-se Francisca da Conceição Kamia Kapose, dona de 45% das participações, Jeremias Miguel Mateus, com 27,50%, Rafael Arcanjo Tchiongo Kapose (20,00%), Severiano André Tyihongo Kapose (5,00%) e Sérgio da Cunha Velho, com 2,50%.

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