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INVESTIMENTO. Relatório do Banco de Portugal dá conta que a instituição bancária cedeu crédito sem cumprir os princípios prudenciais. Empresária aproveita para responder sobre as suspeições da origem da sua riqueza.

A empresária Isabel dos Santos considera que a informação de que beneficiou de um financiamento na Caixa Geral de Depósito (CGD), sem que a instituição bancária cumprisse com todos os pressupostos de prudência, serve para provar que o dinheiro que usou para reforçar a sua posição na NOS não foi desviado dos cofres do estado angolano.

“Assim já não podem dizer que o dinheiro saiu do erário angolano”, respondeu de forma cirúrgica ao VALOR, quando questionada sobre o assunto, acrescentando que este não é o único negócio que concretizou, com recurso à banca internacional, dando como outro exemplo a Efacec.

A reposta de Isabel dos Santos é entendida como uma reacção aos vários questionamentos sobre a origem do seu património e às constantes acusações de ter construído a sua riqueza alegadamente com recursos do Estado, beneficiando do período em que o seu pai, José Eduadro dos Santos, era Presidente.

Em relação ao crédito no valor de 125 milhões de euros e que serviu para a compra de acções representativas de 10% do capital social da NOS, a empresária garante que tem estado a honrar o compromisso com a instituição e que se encontra em uma “situação confortável” para concluir o pagamento. “Este financiamento encontra-se colaterizado por, simultaneamente, um depósito bancário constituído na CGD, à promessa de penhora das acções da NOS adquiridas”, explicou, acrescentando que “actualmente as acções da NOS, que servem de colateral, têm um valor de mercado cerca de 10 vezes superior ao valor líquido do financiamento”.

“Todos os investimentos que fiz foram bem-sucedidos, valorizaram-se bastante com a melhoria da gestão e crescimento do negócio”, acrescentou. Na sequência, a empresária garante não ter também “crédito malparado na banca angolana”.

Segundo a imprensa portuguesa, citando um relatório do Banco de Portugal de 2011, a Caixa Geral de Depósitos emprestou, em 2009, 125 milhões de euros à empresária, apesar das dúvidas e do parecer condicionado da direção-geral de risco.

“Os fundamentos considerados para a concessão do crédito em apreço, assentes essencialmente nas garantias associadas por indisponibilidade de informação sobre a situação financeira do mutuário [Isabel dos Santos], não são compatíveis com uma prática prudente de concessão de crédito”, criticou o Banco de Portugal.

O banco central português terá ainda criticado o facto de a “análise de risco constante do processo” limitar-se, “sobretudo, à análise de situação da Zon, apontando o parecer no sentido de uma sindicância do empréstimo solicitado pela Kento, com a justificação de que a CGD já tinha um envolvimento significativo com a Zon e que não se encontrava disponível qualquer informação que permitisse avaliar a capacidade financeira da engenheira Isabel dos Santos”.

O CGD, no entanto, garante que considerou a operação segura, visto que “tinha conhecimento das participações que a cliente detinha em diversas empresas e as informações disponíveis eram muito abonatórias em relação à sua capacidade financeira”.

A instituição bancária esclareceu ainda ao Banco de Portugal que tinha inúmeros interesses com a operação, como o de reduzir a sua exposição à Zon, ao vender acções da empresa, visto que 2% das participações que a empresária adquiriu pertenciam ao próprio banco. Isabel dos Santos comprou ainda 3,43% à Cinveste e 4,57% à Zon.

 

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