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ABATE. Comissão criada para conduzir o processo deu um prazo de 10 dias para receber reclamações de quem tenha qualquer relação jurídica com os aviões afectos aos órgãos auxiliares da Presidência da República.

Cerca de 150 mil dólares é a receita máxima que o Governo pode conseguir com a venda dos dois aviões do tipo Boeing, modelos 707-300 e 700-200, afectos aos órgãos auxiliares do Presidente da República, e que serão alienados em hasta pública por ordem de João Lourenço.

Os cálculos são feitos por um alto quadro da Boeing a quem o VALOR solicitou estimativas sobre o valor das aeronaves. “É simples. O valor é zero, ou, no máximo, 50 a 70 mil dólares por cada aparelho, pelo alumínio, depois de desmantelada a sucata”, calcula, rejeitando a possibilidade de serem comprados por colecionadores ou pelas forças armadas de alguns países. “Negativo. Só são rumores. Só se alguém for estúpido para comprar um 707 que já não pode voar. No máximo, os dois valem 150 mil dólares”, insiste.

A informação da venda consta de um comunicado do Ministério das Finanças, de 3 de Maio, no qual a comissão técnica criada para conduzir o processo dá um prazo de 10 dias “para as entidades públicas e privadas, nacionais ou estrangeiras, que tenham qualquer relação jurídica sobre aviões, como a titularidade sobre propriedade, direitos relativos a seguros, hipotecas, penhoras, garantias, taxas e alguma acção judicial ou outras obrigações que onerem o Estado angolano, no sentido de apresentarem as suas reclamações”.

O VALOR não conseguiu apurar se a comissão técnica recebeu alguma reclamação ou sobre cálculos da viabilidade económica do negócio, visto que as obrigações sobre os aviões podem superar a receita prevista.

Em Dezembro, o Presidente da República aprovou o “procedimento de alienação de três aeronaves” e delegou ao ministro das Finanças, Archer Mangueira, a competência para conduzir a venda. O despacho informa que os aviões se encontram parqueados no Aeroporto Internacional ‘4 de Fevereiro’ “há mais de 10 anos em virtude da sua inoperância”.

O 707, fabricado entre 1958 e 1979, foi o primeiro avião comercial a jacto da Boeing, tendo sido um grande sucesso comercial, dominando o mercado mundial na década de 1960 e no início da década de 1970. Foi o modelo que colocou a construtora norte-americana como a maior fabricante de aviões comerciais do mundo.

Em Janeiro deste ano, um cargueiro do referido modelo, pertencente à companhia comercial iraniana Saha Airlines, despenhou-se naquele país, matando 15 pessoas e deixando um único sobrevivente. Em 2015, esta mesma companhia deixou de usar o referido modelo para passageiros. O Irão, de resto, é dos poucos países a usar este modelo devido às sanções que lhe impossibilita a renovação da frota.

 

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