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EMPRÉSTIMOS. País asiático define novos critérios de financiamento para aliviar as preocupações quanto à capacidade de os países aderentes cumprirem com as suas dívidas.

Os países que contraíram dívida junto da China e que se defrontam com problemas para devolver os empréstimos vão contar, doravante, com a ajuda do ‘gigante asiático’ para a resolução do problema, afirmou, sexta-feira, em Beijing, o presidente do Banco do Povo Chinês (banco central), Yi Gan. “O país vai trabalhar para resolver a capacidade dos Estados em cumprir os empréstimos”, garantiu Yi Gan, quando falava no segundo fórum ‘Uma Faixa, Uma Rota’, que juntou na capital chinesa 37 chefes de Estado e de Governo.

Os novos critérios de financiamento, definidos pelo ministério chinês das Finanças e do banco central chinês, destinam-se a atrair parceiros de investimento estrangeiro, visando aliviar as preocupações quanto à capacidade de os países aderentes cumprirem com as suas dívidas.

A China deverá agora levar em conta a dívida total e a capacidade de financiamento na moeda local do respectivo país e tornar públicos os detalhes dos contratos.

Presente no evento, a presidente do FMI, Chistine Lagarde, considerou as mudanças um “passo bem-vindo”.

Nas vésperas do fórum, Beijing resolveu algumas das disputas relacionadas com projectos, que ameaçavam prejudicar a reputação da iniciativa. A Malásia negociou uma redução equivalente a 5,4 mil milhões de dólares para a construção de uma linha ferroviária na costa leste, de 668 quilómetros de comprimento, que liga a costa ocidental do país aos estados rurais do oeste.

A Etiópia, que tem tido dificuldades em pagar um empréstimo avaliado em quatro mil milhões de dólares, contraído para construir uma ligação ferroviária entre Adis Abeba e o Djibuti, entrou também num processo de reestruturação da dívida.

No Sri Lanka, um porto de águas profundas construído por uma empresa estatal chinesa, numa localização estratégica no Índico, acabou por ser um gasto incomportável para o país, que teve de entregar a concessão da infra-estrutura e dos terrenos próximos à China, por um período de 99 anos.

Segundo dados oficiais, a dívida de Angola à China ronda os 23 mil milhões de dólares. No primeiro trimestre de 2018, segundo ainda dados oficiais, as trocas comerciais entre Angola e China cresceram 22,4%, tendo atingido 6.800 milhões de dólares. Neste período, a China vendeu a Angola produtos avaliados em 481 milhões de dólares e comprou mercadorias avaliadas em 6.320 milhões de dólares.

 

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