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COOPERAÇÃO. Recebido em apoteose por cidadãos angolanos e portugueses em Angola, Marcelo Rebelo de Sousa encerrou a sua primeira visita de Estado ao país, levando consigo uma ‘mala’ com 11 instrumentos de cooperação rubricados, em vários domínios.

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Desde que o Presidente João Lourenço efectuou a sua primeira visita de Estado a Portugal, em Novembro do ano passado, a questão do ‘irritante’ nas relações entre Angola e Portugal, que quase resultou numa ruptura total na cooperação, ficou praticamente dirimida.

E a mais recente visita de Estado, de quatro dias, que o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, efectuou a Angola veio confirmar isso mesmo. Era notável a grande expectativa que os cidadãos angolanos e portugueses residentes em Angola criaram em torno do acontecimento.

Mesmo antes de aterrar no Aeroporto Internacional ‘4 de Fevereiro, em Luanda, na passada terça-feira, a visita de Marcelo Rebelo de Sousa, a primeira oficial enquanto Chefe de Estado, já era destaque nos principais serviços noticiosos de distintos órgãos de informação angolanos e portugueses.

Do lado do Estado angolano, o acontecimento foi igualmente ‘exaltado’, considerando o acto como sendo uma “visita com uma forte componente político-diplomática, que visa consolidar a dinâmica, muito célere e positiva, de contactos bilaterais entre os dois Estados, que se traduziu na assinatura de vários instrumentos bilaterais, nas mais diversas áreas”, conforme indicou a Presidência da República, em comunicado.

O Presidente português sublinhou a importância das relações entre os dois países, defendendo celeridade nos acordos.

“O mundo não se compadece com lentidão”, disse, acrescentando que se estas relações não forem aceleradas “ficarão para trás”.

Os dois países já assinaram 35 instrumentos de cooperação desde Setembro do ano passado, sendo 24 no conjunto das visitas de António Costa a Angola e do Presidente João Lourenço a Portugal, tendo sido rubricados mais 11 recentemente, no decorrer da visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Angola.

DÍVIDAS ÀS EMPRESAS

Na agenda da visita constava, entre outras, deslocações à Huíla e Benguela. Consta que no encontro privado com o Presidente João Lourenço a regularização de dívidas de Angola a empresas portuguesas foi um dos temas em destaque.

De acordo com os dados oficiais, o Estado angolano já pagou cerca de 176 milhões de euros da dívida reclamada por empresas lusas, da qual mais de 66% já se encontra certificada pelo Ministério das Finanças.

A informação foi avançada pelo ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, em Benguela, quando falava na abertura do terceiro fórum empresarial Angola – Portugal, tendo acrescentado que o montante disponibilizado equivale a cerca de 60% da dívida certificada, cerca de 280 milhões de euros.

AUTARQUIAS

Num outro momento que antecedeu o jantar oficial no Palácio Presidencial, João Lourenço dirigiu-se a Marcelo Rebelo de Sousa para apelar à ajuda de Portugal no processo de eleições autárquicas que deverá acontecer pela primeira vez, no país, em 2020. O Presidente português, na resposta, deixou claro que Angola podia contar com Portugal, e prometeu que “nada separará” os dois países daqui para a frente.

Por outro lado, Marcelo Rebelo de Sousa garantiu que iria estar ao lado do povo angolano. “Podem contar connosco na vossa missão renovadora e recriadora. Portugal estará sempre, e cada vez mais, ao lado de Angola”, disse.

Exportações lusas em baixa

Nos primeiros três meses de 2018, as exportações portuguesas de mercadorias para Angola registaram um valor aproximado de 348,7 milhões de euros, o que corresponde a uma quebra de cerca de 22,4% relativamente a igual período de 2017, quando este indicador atingiu 449,1 milhões de euros.

Os dados são da Câmara de Comércio e Indústria Portugal- Angola (CCIPA) que avança ainda que o peso das exportações para Angola no total das exportações portuguesas extracomunitárias também caiu, passando, nesse caso, de 12,7%, em 2017, para 10,6%, em 2018.

Já as importações portuguesas de bens com origem em Angola sofreram um aumento de quase 100% (99,93%) entre Janeiro e Março de 2018 em comparação com o período homólogo do ano anterior, tendo passado de 62,5 milhões de euros, em 2017, para 124,9 milhões de euros, em 2018. A representatividade das importações oriundas de Angola no total das importações portuguesas extracomunitárias passou de 1,6%, em 2017, para 3%, em 2018.

Last modified on segunda, 11 março 2019
 

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