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Lello Francisco, antigo chefe de Departamento de Análises e Avaliação de Projectos da extinta Unidade Técnica de Investimento Privado (UTIP), afirmou, na semana passada, ter havido “alguma falta de prudência” da parte da instituição, na avaliação dos investidores tailandeses alegadamente detentores dos 50 mil milhões de dólares usados como isco para burlar o Estado. “A UTIP devia, previamente, avaliar a idoneidade dos investidores antes de dar qualquer passo”, afirmou Lello Francisco, durante a sessão de audição de declarantes pela Câmara Criminal do Tribunal Supremo, no julgamento do caso ‘Burla Tailandesa’.

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Lello Francisco defendeu que a instituição, liderada, na altura, por Norberto Garcia, “facilitou os tailandeses” na interacção com outras instituições angolanas, para a concretização de investimentos no país.

O responsável declarou que, desde o início das negociações, não viu seriedade da parte dos investidores tailandeses, salientando que manifestou essa inquietação à directora-adjunta da UTIP e demais colegas. Salientou também que o departamento que dirigiu na UTIP não teve “grande intervenção” no processo de intenção de investimento dos tailandeses, acrescentando que o assunto foi tratado com maior profundidade em sede do departamento jurídico.

O declarante confirmou a existência do acordo tripartido de intenção para a tramitação da proposta de investimento privado no país entre as empresas tailandesa Centennial Energy Company, Celeste de Brito Lda e a UTIP. “Sabia da existência do acordo, mas desconhecia o conteúdo”, afirmou Lello Francisco, salientando que o mesmo não teve qualquer valor jurídico.

Por indicação do director da UTIP, Lello Francisco admitiu ter participado em três encontros com os tailandeses, na qualidade de funcionário da instituição. Lembrou que, enquanto chefe de departamento na unidade técnica, todos os projectos que passaram pelo seu gabinete foram aprovados.

 

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