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INVESTIMENTO. Encontro entre empresários franceses e angolanos destapa insuficiências para investimento privado. Fundador da Oxbow e do Coconuts pede mais ajuda da banca nacional e revela projectos para 2020.

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O empresário franco-angolano Frederico Crespo, proprietário dos restaurantes Coconuts e Café del Mar, na Ilha de Luanda, defende que “as empresas angolanas só conseguirão estabelecer relações equilibradas com as estrangeiras se tiverem apoio da banca” e que esse “auxílio será também determinante para o sucesso do programa de apoio à produção, diversificação das exportações e substituição das importações ‘Prodesi’”.

Frederico Crespo lançou o alerta, ao VALOR, à margem do Fórum Empresarial França-Angola, realizado na semana passada, em que lembrou que os empresários estrangeiros, quando estudam o mercado nacional, “procuram parceiros angolanos, mas não parceiros adormecidos” e que “precisam de parceiros que corram riscos como o estrangeiro”.

Para o empresário, “o Prodesi é um programa que identifica muito bem as potencialidades e os objectivos para os próximos cinco anos”, mas “só pode ser uma realidade se a banca voltar a financiar as empresas privadas, porque senão as empresas não vão conseguir fortalecer as parcerias com o estrangeiro”.

Produção alimentar para 2020

Frederico Crespo está no país há 28 anos, é fundador da Coconuts Hotelaria & Turismo e da Oxbow, representante exclusivo em Angola das marcas Elle!&Vire, L’Oréal, Dark&Lovely, Milkana, Morgão, Panzani, Cigala e Cuetara.

Ao VALOR, o empresário revelou alguns dos próximos projectos para 2020. Um dos mais destacados passa pela construção de uma indústria alimentar, avaliada em cerca de 20 milhões de euros. “Angola tem de produzir o que come e estamos a apostar neste desafio.

Estamos a investir com parceiros europeus num projecto de produção alimentar que vai transformar matéria-prima nacional, substituir importações e promover exportações para países vizinhos como a Zâmbia, RDC e Moçambique”, revelou.

Frederico Crespo assegura que 2018 foi um ano de estabilização para a Oxbow, empresa de representação, comércio e restauração, e que, “apesar de não se poder comparar com anos dourados que foram até 2014, deu para reequilibrar as contas”. “Foi um ano melhor que 2016 e 2017 que foram os anos mais intensos a nível da crise de divisas. Se considerarmos o volume em kwanzas, crescemos na ordem dos 100%”, adiantou, estimando em cerca de 3,5 mil milhões o volume de vendas no ano passado.

 

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