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PETRÓLEO. Além do aumento do preço do petróleo, contas terão sido beneficiadas pelo efeito do câmbio, considerando que o petróleo tem o dólar como moeda de negociação e o relatório é apresentado em moeda nacional. Exportações do bloco mais produtivo reduzem 10%.

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A receita fiscal angolana resultante das exportações petrolíferas em 2018 foi de 3,3 biliões de kwanzas, registando-se um aumento de 106%, comparativamente a 2017 que foi de 1,6 biliões de kwanzas, segundo os dados do Ministério das Finanças.

A justificativa imediata para o considerável aumento de mais de 100% nas receitas é o preço do petróleo, cuja média passou de 52,03 dólares por barril, em 2017, para 70,34 dólares, em 2018. No entanto, o aumento de pouco mais de 18 dólares por barril parece insuficiente para justificar a diferença, sobretudo porque, no mesmo período, se registou uma redução de 9,8% no petróleo exportado, passando de 595.604.870 para 536 836.904 barris.

Apresentadas em moeda nacional, as contas, entretanto, terão sido ‘beneficiadas’ pelo efeito cambial, visto que o petróleo tem o dólar como moeda de negociação e o kwanza desvalorizou-se a quase 100% em 2018.

Também concorreram para o aumento das contas a maior receita que a Sonangol entregou ao Estado da actividade de concessionário, como resultado da revisão desta quota, que passou de 95%, em 2017, para 97%, em 2018.

RECEITAS SUPERAM PREVISÕES DO OGE EM 38%

A receita fiscal petrolífera de 3,3 biliões de kwanzas representa um aumento de cerca de 38%, comparativamente à projecção do Orçamento Geral do Estado de 2018, em que se estimaram 2.399,1 mil milhões de kwanzas. Só a receita prevista da concessionária registou um aumento de 40,8%, passando de 1.538,2 mil milhões de kwanzas para 2.167,2 mil milhões de kwanzas. Em relação ao petróleo exportado, registou-se um défice de mais de 83 mil barris, visto que a projecção apontava para a exportação 620 milhões de barris e foram exportados pouco mais de 536,8 milhões.

Bloco mais produtivo exporta menos 10,6%

O bloco 17, operado pela francesa Total, conservou a posição de mais produtivo, ao garantir 36,5% do petróleo exportado com a exportação de 196.201,7 mil barris. No entanto, quando comparado a 2017, regista-se um défice de mais de quase 24 mil barris ou 10,6% nas vendas do referido bloco. Cenário semelhante regista-se nas exportações do bloco 15, que também conservou a condição de segundo mais produtivo.

Nas exportações deste bloco, registaram-se um défice de quase 18 mil barris ou cerca de 17%. O terceiro bloco mais produtivo foi o 0A, de onde foram exportados pouco mais de 62 mil barris, superando os cerca de 60 mil barris de 2017.

 

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