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DESENVOLVIMENTO. Responsável do PNUD em Angola considera “muito elevada” e “preocupante” a taxa de pobreza em Angola, estimada em 52%. Defende medidas que, além de estimular o crescimento económico, estejam focadas na valorização do capital humano.

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Desenvolvimento sustentável só pode ser construído com empreendimentos que, além do crescimento económico, priorizem a redução da pobreza e da fome. As palavras são de Henrick Larsson, director em Angola do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ao intervir na apresentação do ‘estudo global da pobreza multidimensional em Angola 2018’, no passado dia 24, em Luanda.

Henrick Larsson defende, para a inversão da “preocupante” taxa de pobreza de 52%, é necessário “um trabalho conjunto do Governo” e da sociedade civil, para enfrentar os desafios apresentados pelos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODS).

O executivo do PNUD estimou ser “muito elevado” o índice de pobreza no país. “A taxa (de pobreza) aqui em Angola é de 52% e é muito elevada”, já que “um em cada dois angolanos vive em pobreza multidimensional”, e apontou os ‘caminhos’ visando um desenvolvimento sólido que passam por “medidas credíveis” capazes de animar a economia em crise. São medidas que, além do crescimento económico, devem incluir, no primeiro plano, a redução da fome, a conservação do meio ambiente, as boas práticas sociais e a valorização do capital humano.

O PNUD, como garante ainda Henrick Larsson, já trabalha com o Governo angolano e actores da sociedade para encontrar soluções locais e enfrentar os desafios do desenvolvimento sustentável num país que, apesar das suas potencialidades, vive uma grande crise económica com a pobreza a fustigar mais de metade da população.

Segundo um estudo da World Poverty Clock, mais de oito milhões de angolanos vivem com menos de 1,25 dólares. Esta ferramenta online, que mede, em tempo real, o peso da pobreza em diferentes países do mundo, indica como causas dessa ‘desgraça’ que ‘arrasa’ o nosso país, a carência de infra-estruturas, a fragilidade económica, deficiência de serviços básicos em áreas como educação, formação profissional e saúde.

No mundo, mais de 1,3 mil milhões

Uma análise recente do PNUD reporta, pelo mundo, a existência de 1,3 mil milhões de pessoas em situação de pobreza muldidimensional. Destas, 662 milhões são crianças de 104 países.

Moçambique (72,54%), Guiné-Bissau (67,42%) e Angola (51,17%) têm mais de metade da população em situação de pobreza multidimensional. Os outros países lusófonos considerados foram São Tomé e Príncipe, Brasil e Timor-Leste. Segundo o PNUD e a Iniciativa da Oxford, a Índia é o país que mais melhorou os seus dados, com 271 milhões de pessoas a sair da pobreza nos últimos dez 10 anos, apesar de a evolução não ter sido calculada para os outros países.

O índice foi realizado com ajuda da Iniciativa para a Pobreza e Desenvolvimento Humano da Oxford e avaliou três dimensões da vida: saúde, educação e condições básicas de vida, juntando, no total, 10 indicadores.

A nutrição e mortalidade infantil foram os indicadores de saúde, enquanto a educação foi avaliada por anos de escola e frequentadores e outros seis indicadores fizeram as conclusões das condições básicas de vida, nomeadamente saneamento, água potável, electricidade, habitação, gás para cozinhar e propriedade de bens. São considerados pobres aqueles que se vêem privados de mais de um terço dos indicadores.

 

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