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Reagindo às declarações de João Lourenço na semana passada, ex-chefe de Estado nega ter deixado cofres do país sem dinheiro. E lembra que, quando saiu, o BNA geria mais de 15 mil milhões USD em reservas internacionais. Eduardo dos Santos ainda deixou uma proposta de OGE, mas a equipa de novo PR descartou.

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O ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, disse, no início desta tarde, em Luanda, que não deixou os cofres do Estado vazio quando cessou as funções de chefe de Estado, tendo deixado as contas do Banco Nacional de Angola (BNA) com mais de 15 mil milhões de dólares.

Reagindo às declarações do seu sucessor no cargo de Presidente da República, João Lourenço, que afirmou ter encontrado os cofres do Estado “vazios”, Eduardo dos Santos garantiu que, na segunda quinzena de Setembro, era o governador do banco central que geria as Reservas Internacionais Líquidas (RIL), e tinha sob sua gestão valores que ultrapassavam os 15mil milhões de dólares.

“Vou começar por dizer que não deixei os cofres dos Estado vazios. Quando, na segunda quinzena do mês de Setembro de 2017, fiz a entrega das minhas funções ao novo Presidente da República. Nessa altura, mais de 15 mil milhões de dólares o Estado tinha nas contas do BNA, o Banco Nacional de Angola, como reservas Internacionais Líquidas. O gestor destas contas era o governador do BNA, sob orientação do Governo”, disse o ex-chefe de Estado.

Eduardo dos Santos lembrou ainda que, quando deixou as funções de PR, já havia sido elaborada a proposta de Orçamento Geral de Estado (OGE) de 2018. Segundo o ex-PR, a equipa económica de João Lourenço preferiu desenhar uma nova programação económica, o que atrasou a provação desse instrumento de política económica nacional.

“A preparação do OGE começa normalmente em Junho ou Julho. Por isso, em Setembro de 2017, deixámos pronta uma proposta do Orçamento para 2018. A nova equipa não quis seguir a proposta que deixámos e atrasou assim a aprovação do Orçamento de 2018 até ao mês de Março. O que normalmente era feito no mês de Janeiro.” O também patrono da Fundação com seu nome garante que, no OGE de 2017, o total das despesas era igual à previsão do total da receita. Já o défice era de cerca de 6%. “Se quiserem ter os dados mais precisos, podem recorrer à lei do Orçamento. Lá estão as cifras claramente expressas”, concluiu.

Last modified on quarta, 21 novembro 2018
 

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