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ENTREVISTA. Aconselha a definição do preço fiscal do barril do petróleo com base num cenário pessimista que permitisse explorar melhor a eventual receita excedentária. Por isso, Ivan Negro apresenta a proposta de 50 dólares como a mais indicada para a previsão do Orçamento Geral do Estado. E não tem dúvidas de que a OPEP esteja derrotada.

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Que opinião tem sobre o preço de referência do petróleo e a produção petrolífera considerados na elaboração do OGE para 2019?

O Governo angolano insiste em explorar ao máximo a macroeconomia do documento e falha na econometria. O documento presente, à semelhança do passado, não tem qualquer sustentabilidade. Repare que o documento passado previa um PIB positivo e, hoje, estamos num valor negativo que vem confirmar a rejeição de Angola, não perante uma recessão, mas sim de uma depressão. A previsão é errática, uma vez que o documento tem pressupostos desencontrados. Num ambiente de extrema volatilidade, o Governo deveria apresentar cenários para a definição do preço do petróleo, e a produção de petróleo é igualmente irreal. Os jornais persistem em confundir as “fontes secundárias” e as “comunicações directas”. A capacidade angolana continua a diminuir e apenas o cenário optimista apresenta os novos projectos como capazes de elevar a cifra para o que está explanado do PDN e no OGE.

Em relação ao preço, qual seria a estimativa mais realista?

A volatilidade do preço do petróleo é elevada e os efeitos para Angola costumam ser catastróficos. Logo, Angola deve pensar na perspectiva de médio e longo prazos. O cenário pessimista, ou, pelo menos, negativo, aponta para 50 USD. Ora, toda e qualquer margem, para o Orçamento, seria melhor, do que partir de um valor elevado e ter de recuar perante a obtenção de receita e potencial despesa.

Acredita que este cenário pessimista é que se vai impor, considerando o actual cenário do mercado petrolífero: pressão dos EUA à Arabia Saudita/OPEP e a pretensão de a OPEP reduzir a produção?

Acredito que, sendo nós “price-taker”, devemos utilizar cenários defensivos, que protejam o sistema económico de choques e oscilações, tal como devemos revestir o Estado de robustez e resiliência, ao invés de seguirmos a manada.

Quem pensa que sairá “derrotada” nesta guerra entre os EUA e a OPEP?

A OPEP está derrotada. Falhou na sua principal missão que consistia em tornar o petróleo num motor de diversificação, prosperidade e igualdade económica. Ao invés disto, todos os ‘pettro-dollar States’ estão reféns de uma elite que impede a evolução dos seus regimes para estados com elevada liberdade económica e mercados regulados. A OPEP falha ainda na capacidade em tornar o barril numa arma diplomática perante as nações ricas. Por último, o mercado reage mais à evolução da produção americana (activa) do que às mudanças de humor da OPEP (reactiva).

Last modified on terça, 20 novembro 2018
 

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