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O banco britânico HSBC vai financiar com 106,9 milhões de euros a reabilitação da Central Hidroelétrica de Matala, na Huíla, segundo um despacho presidencial que aprova o finaciamento.

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Este financiamento, lê-se no documento, de 26 de Outubro, visa cobrir o contrato com a construtora espanhola Elecnor, com vista à "reabilitação dos equipamentos" daquela barragem, construída em 1958, durante o período colonial.

Em Junho último, o Governo chegou a assinalar o interesse em reabilitar a barragem com recurso a um financiamento de Espanha. O Governo prevê que após a renovação, a barragem, que ainda assume um "importante papel" na irrigação de campos agrícolas na região, deverá gerar 40,8 ‘MegaWatts’ (MW) de electricidade.

A primeira fase da modernização foi concluída em 2015, por empresas canadianas, e, no ano seguinte, o grupo espanhol Elecnor foi escolhido pelo Governo para assegurar a fase seguinte da reabilitação, ao nível dos equipamentos electromecânicos e da subestação eléctrica, trabalhos avaliados no mesmo valor agora é aprovado: 106,9 milhões de euros.

Esta segunda etapa passa ainda pela construção da subestação que vai permitir ligar a produção de electricidade daquela barragem às redes das cidades do Lubango, Huíla, e de Moçâmedes, Namibe. No documento assinado pelo então pelo ex-Presidente José Eduardo dos Santos, que a 25 de Maio de 2016 autorizou a contratação da Elecnor pela Empresa Nacional de Produção de Electricidade, é explicado que a obra, justificada pelas projecções de crescimento da procura de energia eléctrica a médio e longo prazo, vai "proporcionar, entre outros benefícios, uma contribuição significativa para o desenvolvimento económico e social do país".

O plano do governo para o sector eléctrico, a desenvolver entre 2018 e 2022, prevê, entre outros investimentos, intervenções em quatro pequenas barragens com capacidade entre 0,9 e 14,4 MW de energia.

A Central Hidroelétrica da Matala está a produzir apenas 20 MW de energia, através de três grupos geradores, distribuída pelo município da Matala e pelas cidades do Lubango e do Namibe. Situada a cerca de 225 quilómetros a jusante da barragem do Gove, na extremidade do Alto Cunene, aquele aproveitamento foi a primeira grande estrutura a ser concluída naquela bacia, há 60 anos.

 

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