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Angola prevê até 2022 um crescimento médio anual em termos reais de 3%, indicam as projeções do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, com o sector não petrolífero (5,1%) a liderar as receitas face às perspetivas negativas do petrolífero.

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Na cerimónia de apresentação do PND que decorreu hoje (30), em Luanda, o ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior revelou que está previsto que, até 2022, o sector petrolífero venha a conhecer um crescimento médio anual negativo a rondar 1,8%.

“Isto significa que o sector não petrolífero terá de ter um crescimento suficientemente forte para contrabalançar este sinal negativo do sector petrolífero”, explicou o governante, destacando que, no domínio não petrolífero, os principais motores do crescimento serão os sectores da agricultura, com uma taxa média de crescimento de 8,9%, pescas (4,8%), indústria transformadora (5,9%), serviços, incluindo o turismo (5,9%) e a construção (3,8%).

No alcance destas metas, o Governo será “rigoroso e muito focado” na implementação do Programa de Apoio à Produção Nacional, da Promoção das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), um dos principais programas do PDN 2018-2022. “Não queremos que o PRODESI seja mais um programa como outros que tiveram lugar no passado.

Queremos que o PRODESI marque realmente um ponto de inflexão, no que respeita ao aumento da produção nacional”, disse Manuel Nunes Júnior.

Papel dos privados

A autossuficiência alimentar e a redução das importações de alimentos são algumas das estratégias que conduzirão à diminuição da pressão sobre as divisas, aumentando a poupança para investimento mais intenso em áreas reservadas ao desenvolvimento estratégico do país, apontou o governante angolano.

“Todo este trabalho será desenvolvido fundamentalmente pelo sector privado, isto é, pelos nossos empresários”, salientou Manuel Nunes Júnior, lembrando que o papel do Estado será apenas o de “agente coordenador e regulador” do processo, criando um ambiente de negócios favorável aos investimentos privados nacional ou estrangeiro.

O governante destacou também os resultados visíveis do Programa de Estabilização Macroeconómica, iniciado em Janeiro deste ano, para fazer face aos “graves desequilíbrios internos e externos derivados da queda do preço do petróleo no mercado internacional que se verificou a partir de meados de 2014”, nomeadamente a diminuição da taxa de inflação e a diferença entre a taxa de câmbio oficial e do mercado paralelo.

“As taxas de inflação têm vindo a diminuir e a diferença entre a taxa de câmbio oficial e a prevalecente no mercado paralelo também tem conhecido uma queda já assinalável”, disse o ministro de Estado.

 

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