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RIQUEZA. Produto interno bruto está com oscilações negativas desde o último trimestre de 2017. Em relação ao desempenho homólogo, queda no segundo trimestre deste ano é de -7,4%.

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O produto interno bruto (PIB), no segundo trimestre deste exercício, registou uma variação homóloga negativa de -7,4%, indicam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados na semana passada.

Com a queda no segundo quarto do ano, o PIB consolida assim uma tendência que se repete desde o último trimestre do ano passado, após o último registo de variação positiva de cerca de 4% entre o segundo e o penúltimo quarto de 2017.

Entre os sectores da economia real, o das Pescas é aquele que registou a queda mais significativa (-10%), em termos de variação homóloga.

Ao comentar os dados do INE, Jorge Sousa, presidente da Associação de Pesca semi-industrial do Namibe (APN), apontou o que considera “vários factores” que contribuem para o desempenho menos conseguido das pescas, destacando a ausência de cardume em determinada época do ano. “Nas zonas habituais, os cardumes escasseiam, tem de se pescar mais longe e gastar mais combustível”, explica Jorge Sousa, exemplificando com a “ausência considerável” de peixes como a sardinha, a cavala e o carapau.

À escassez de peixe, o presidente da APN junta as irregularidades nas capturas, por obra da pesca artesanal, entre as razões do fraco contributo do sector para o PIB, acusando alguns pescadosres de “actividade desregrada” ao longo da costa, com a captura de juvenis. Aponta também a pesca de arrasto em áreas não próprias como causadora da escassez.

O associado lamenta ainda o facto de não haver um aconselhamento devido e difusão de “informação útil”, por parte do Ministério das Pescas sobre o comportamento das espécies, no sentido de ter os operadores avisados sobre as medidas a tomar.

Jorge Sousa enaltece a fase nova em que o país se encontra, no entanto deplora o facto de ainda não estarem a ser tomadas “medidas coercivas visíveis” na questão da pesca artesanal e outras questões que “condicionam o desenvolvimento do sector”.

Por sua vez, Manuel Bernardo Azevedo, empresário do ramo da pesca industrial, observa que os planos de gestão do Ministério das Pescas “são estáticos”, o que concorre para o baixo desempenho do sector, além da impossibilidade de exportação de várias espécies de peixe. Cita ainda a falta de cobrança de impostos na pesca artesanal, a falta de ‘know-how’ e de material tecnológico de ponta, a apreensão de barcos para posterior pagamento de multas, a excessiva burocracia e a demora no tratamento de documentos como alguns dos entraves do sector.

O empresário propõe que se pare de importar o carapau, por um tempo, para que se dê vasão à venda nacional, por acreditar que existe uma “concorrência desleal”. Para Azevedo, o carapau nacional não poder ser comercializado ao mesmo preço do importado, pelas despesas que a pesca acarreta.

Apesar de toda a problemática no sector, o membro da associação, acredita que o Ministério das Pescas vai melhorar nos próximos anos.

 

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