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TERRENOS E IMÓVEIS. Dirigente da Associação dos Profissionais Imobiliários responsabiliza o Governo pelos altos preços na venda e renda de imóveis. Massada Culemba propõe a redução em mais de 93% na comercialização de terrenos sob gestão do Estado.

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Massada Culembala, secretário de mesa da assembleia da Associação dos Profissionais Imobiliários (Apima), considera que o modelo vigente de administração de terrenos infra-estruturados e de linha de acesso “trava o progresso do sector”. Por isso, sugere ao Estado a redução dos preços na venda de terrenos aos promotores, opção que considera como o “caminho viável” para tornar o mercado “atractivo” e ultrapssar os actuais 11% de contribuição ao PIB.

A Empresa de Gestão de Terrenos Infra-estruturados (EGTI), à qual foram atribuídas competências para a comercialização dos solos, através de um Decreto Presidencial de 2015, vende cada metro quadrado na Zona Económica Especial (ZEE) a 214 dólares. A mesma dimensão, na urbanização do Camama, é comercializada a 90 dólares.

Culembala propõe que os terrenos sejam vendidos entre os 14 e os 16 dólares por metro quadrado na ZEE e a 20 dólares no Camama. Mas concorda que os terrenos infra-estruturados no interior das centralidades se mantenham nos 214 dólares e até podendo subir aos 300 dólares.

“É assim que se faz lá fora. Devem saber que ninguém investe num país sem ter contacto com o sector imobiliário. Os preços praticados pela EGTI afugentam o empresário, porque o promotor que compra e explora o terreno é forçado a vender ou a arrendar a preços muito altos”, justifica o dirigente associativo.

Especialista em Direito Imobiliário, Massada Culembala acusa ainda o Estado de “parcialidade na gestão dos projectos” e responsabiliza-o pela não conclusão do Plano Director da Urbanização do Camama. “Dos 85 promotores a quem foram atribuídos os lotes só o Jardim de Rosas realizou a empreitada, porque o Governo determinou que somente o Jardim de Rosas podia erguer vivendas ou residências rés-de-chão. O resto devia fazer prédios”, critica, considerando ser “uma aventura” construir edifícios e vender os apartamentos a 300 mil dólares naquela zona, dada a sua proximidade à centralidade do Kilamba.

Imobiliária cresce 15%

Diferente do período entre 2014 e 2016, em que o mercado havia estagnado devido à crise, o imobiliário assinalou um aumento de 15% em 2017. Segundo Massada Culembala, a procura aumentou desde o segundo semestre do ano passado. As zonas que mais contribuíram para esse desempenho foram Viana, Belas e Talatona, por oferecerem “melhores preços”, segundo o especialista.

A venda de uma vivenda do tipo T4, nos condomínios Riviera, Atlântico Sul e Gingas, em Luanda, chega aos 600 milhões de kwanzas. E há apartamentos T3, de alto padrão, em Talatona, a serem comercializados a 105 milhões de kwanzas. Já o arrendamento depende de o imóvel estar ou não mobilado, com preços que variam entre os 400 e os 800 mil kwanzas mensais.

A elevada diferença de preços de venda entre as vivendas e os apartamentos explica-se pela comodidade que as primeiras oferecem, que incluem largos espaços, quintais e piscinas particulares e áreas de astacionamentos privadas com capacidade para quatro viaturas.

Maiores problemas

A existência de empresas imobiliárias e promotores de rua não controlados pela Apima e a presença de “mediadores camuflados são os maiores problemas do mercado”, segundo a associação.

Massada Culembala já propôs ao Governo a criação de uma carteira profissional para os mediadores. “Além de prejudicarem o Estado, os ilegais descredibilizam o mercado e tornam-no vulnerável à fraude”, advoga, apelando à inscrição na associação de todos os promotores do mercado, prometendo “protecção legal”.

 

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