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O Procurador-Geral da República admitiu hoje (14) a possibilidade de investigação das denúncias tornadas públicas pelo ex-presidente da comissão executiva do Banco Espírito Santo Angola (Besa), salientando que precisa de mais elementos.

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Hélder Pitta Grós (na foto), que falava no Lubango, Huíla, no final de uma visita que realizou àquela região, referiu que não está nenhuma investigação a decorrer porque a PGR "não pode reagir de forma emocionada e muito menos por pressão". Segundo o magistrado, ainda não há registo de nenhuma denúncia formal sobre as revelações do ex-presidente da comissão executiva do Besa, Álvaro Sobrinho, em entrevista à TPA, na terça-feira (11) que dão conta de que o banco faliu por uma “decisão política dos acionistas do banco e não por insolvência”.

"Temos de ser mais contidos para que, quando marcarmos, o passo seja certeiro", referiu Hélder Pitta Grós, acrescentando que a PGR ainda não teve contacto com mais nenhuma informação, além da que foi veiculada na imprensa. "É ainda cedo para a Procuradoria se pronunciar", sublinhou.

Álvaro Sobrinho revelou, na terça-feira, que o banco faliu por decisão política e não por insolvência, "tendo em conta as pessoas nele envolvidas".

Para o ex-presidente da comissão executiva do Besa, o banco não faliu porque, do ponto de vista formal, a instituição bancária existe com outra denominação (Banco Económico) e, do ponto de vista prático, não houve nenhum organismo internacional, independente, estatal e nem auditor, que declarasse a falência da instituição.

No dia seguinte, na quarta-feira, num comunicado, os accionistas do ex-Besa refutaram as acusações de Álvaro Sobrinho, considerando-as "falsas e caluniosas", e acusaram-no de "mentir" por "não apresentar os factos tal como eles ocorreram".

Os accionistas, que, escreve-se no comunicado, "acabaram por assumir grandes perdas do investimento que haviam realizado", apelaram ao Banco Nacional de Angola (BNA) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para se pronunciarem, manifestando, paralelamente, "total disponibilidade para o esclarecimento da verdade".

Por seu lado, na quinta-feira, o governador do BNA, José de Lima Massano, disse que o processo que levou à declaração de falência do antigo Besa, em 2014, foi "absolutamente transparente" e "visou salvaguardar" o sistema financeiro angolano. "Foi um processo absolutamente transparente, dentro das margens em aquilo que a própria legislação permite ao BNA no sentido da salvaguarda e protecção do nosso sistema financeiro", disse o governador do banco central, citando o que foi divulgado em 2014 pelo BNA.

"O que foi dito naquela altura prevalece válido e no essencial, a tal informação permanece válida", disse.

Last modified on sexta, 14 setembro 2018
 

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