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O Instituto de Supervisão de Jogos (ISJ), confiscou, nesta quarta-feira (12), para os cofres do Estado, mais de 11 milhões de kwanzas da sala de jogos ‘Fortuna ou Azar’ da empresa Long Cheng Hui Suo, que funcionava ilegalmente, desde Julho deste ano, no shopping ‘Cidade da China’, em Luanda.

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De acordo com uma fonte do Instituto de Supervisão de Jogos, em declarações à Angop, disse que a sala estava instalada num edifício de um piso, com hospedaria, bar e outros serviços e foi encerrada pelo ISJ, numa acção que contou com a presença de agentes da Polícia Nacional, Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) e de Bombeiros.

O acto de encerramento culminou ainda com a apreensão 1.291 dólares norte-americanos e material que promove a actividade, como mesas de jogos ‘pocket’, roleta russa, computadores, o servidor da sala de vigilância, fichas e dezenas de baralhos de cartas.

Um outro cofre móvel, cuja chaves não foram entregues as autoridades policiais em serviço no local, também foi retirado do recinto, estando a corporação a investigar, o motivo da não cedência das chaves por parte dos proprietários.

No momento da inventariação de outros meios encontrados na sala de jogos ‘Fortuna ou Azar’, o processo foi interdito, por ter sido desligado o sistema de energia eléctrica das instalações, por um dos funcionários, sem o prévio aviso.

O proprietário do recinto, de nacionalidade chinesa, resistiu por algumas horas a abertura de um determinado compartimento, só mais tarde acatou a orientação das autoridades, que vistoriaram a sala, onde encontraram vestígios de queima de documentos.

Os funcionários da empresa chinesa, num total de 60, pediram auxílio às autoridades por estarem sem receber os seus salários há mais de três meses, num valor de 72 mil kwanzas para cada trabalhador.

A fonte relatou que os trabalhadores da empresa acusaram o dono de ter mais dinheiro escondido e depositado em contas bancárias, visto que muitos serviços eram saldados via Terminais de Pagamentos Automáticos (TPA).

De acordo com a fonte, os trabalhadores, na sua maioria angolanos, afirmaram que o casino arrecada milhões de kwanzas diariamente. O recinto era frequentado, na sua maioria, por cidadãos asiáticos.

O Estado, na qualidade de regulador desta actividade, está a definir os locais onde podem funcionar as salas de jogos, que não devem estar próximos de escolas, igrejas e unidades hospitalares. Está em curso um processo de conformação de 13 salas de jogos em Luanda.

O primeiro casino encerrado este ano foi o ‘Atlântico’, localizado na via expressa, onde registou-se um homicídio de um cidadão de nacionalidade congolesa.

 

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