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O Ministério da Agricultura aumentou em 13,34% a quantidade de madeira em toro que será licenciada e explorada na próxima campanha florestal que tem previsões de começar esta semana, depois de um interregno para análise das licenças cedidas.

toras

Está prevista a exploração de 259.853 metros cúbicos de madeira em toro, mais 30.989 do que na campanha de 2017. A campanha prevê a exploração em 16 províncias, menos uma em relação à do ano passado. O Uíge volta a liderar com a maior quota permitida, ficando com a máxima de 60.523 metros cúbicos, seguindo-se Cabinda com 51.822 metros cúbicos e o Moxico com 18.000.

O Ministério fixa, para o carvão vegetal, a quantidade máxima a ser explorada e licenciada em 34.250 quilos, em todo o país. Para a lenha, foi definida a quota máxima de 4.855 esteres nas 18 províncias.

Para esta campanha, diferente do ano passado, foi interditado, em todo o país, o corte e exploração da espécie de madeira denominada ‘mussivi’ por um período de dois anos, proibição já em vigor desde a semana passada. As autoridades justificam a decisão com o facto de se ter “verificado uma maior pressão nas campanhas de 2016 e 2017, dessa espécie, com destaque para o Moxico, Lunda-Sul e Kuando-Kubango, tendo verificado a extração de volumes acima das quotas legalmente estabelecidas”.

Para o Ministério, a medida vai permitir uma consolidação da avaliação desta espécie de madeira, através de um inventário florestal “para permitir melhor conhecimento da real situação do país, assim como assegurar a sua gestão e futuros licenciamentos”.

As empresas detentoras da ‘mussivi’, em estâncias ou parques de concentração, devem assim, até Novembro, proceder à total evacuação e comercialização.

2017 CONTESTADO

A campanha florestal do ano passado foi bastante contestada por empresários do sector que criticam o tempo de exploração permitido por ter sido “bastante curto”.

O Ministério da Agricultura justificava, no início do ano e fim da campanha florestal, a intenção de “arrumar” o sector das madeiras e evitar ilegalidades.

Em Abril, dezenas de empresas exportadoras tinham os contentores retidos nos portos, com 50% dos pagamentos efectuados e sem poder exportar com o fim da campanha.

A situação, segundo operadores, causou “prejuízos acumulados” e “manchou a credibilidade dos empresários angolanos no exterior”. O vice-presidente da Associação Nacional Industrial da Madeira (ANIMA), José Veríssimo, falava, na altura, que a não transitabilidade da madeira serrada “estava a matar a indústria e a causar muitas dificuldades aos empresários que tinham encomendas com países altamente exigentes”.

O facto levou à queda de 87% da campanha de 2017, face a 2016, segundo o próprio Ministério.

 

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