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Depois do projecto ‘Aldeia Nova’, no Waku-Kungo, no Kwanza Sul, orçado em mais de 70 milhões de dólares, o governo israelita ‘arranca’ com uma nova empreitada: o fomento da agricultura de escala no Huambo.

Huambo

As autoridades israelitas pretendem cooperar com o governo local para alavancar a agricultura e tornar a região auto-suficiente em produção alimentar.

De visita ao Huambo, mesmo sem entrar em detalhes, o embaixador de Israel em Angola, Oren Rozenblat, defendeu a concretização desse objectivo, propondo ainda a cooperação no domínio da especialização, no seu país, de agrónomos formados na Faculdade de Ciências Agrárias, da Universidade ‘José Eduardo dos Santos’.

Actualmente, Israel recebe 20 angolanos por ano para estudar agricultura, fruto de acordos bilaterais. Oren Rozenblat prometeu ainda investir na assistência técnica das famílias camponesas. O diplomata manifestou o interesse do seu país em trabalhar com a Faculdade de Ciências Agrárias, para que os finalistas possam estagiar em Israel, por um ano e com subsídios pagos, adquirindo assim valências, sobretudo, na vertente tecnológica.

“Queremos ter cooperação, para que os angolanos tenham produtos locais, sem necessidade de importar. Angola tem condições para atingir esse objectivo.

Tem água, terrenos e recursos humanos, meios fundamentais para alavancar o sector”, lembrou Oren Rozenblat que augura uma “agricultura sofisticada” capaz de exportar o excedente. Apesar do optimismo do diplomata israelita, ao VALOR, José Maria Dumbo, agricultor, lamenta o abandono dos silos para conservação de cereais ao longo do Caminho de Ferro de Benguela.

“Os silos só não são reparados e utilizados por falta de vontade política uma vez que as importações de milho ‘engordam’ os bolsos a curto prazo. Perdemos o hábito de trabalhar e ganhar honestamente.” A transformação do Huambo num ‘pulmão verde’ foi sempre o ‘cavalo de batalha’ das autoridades provinciais.

Em 1997, na sua tomada de posse, o ex-governador Paulo Kassoma prometeu “uma revolução verde” no Planalto Central, um objectivo que parece longe de ser alcançado. Mas se a agricultura não ‘deu certo’, Kassoma pode ser lembrado por ter sido impulsionador da reparação das estradas urbanas da maior cidade que o português Norton de Matos inaugurou em 1912 no ‘coração’ de Angola.

 

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