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FEIRAS. Associação dos Industriais de Angola (AIA) apresentou ao Governo um memorando em que manifesta a intenção de voltar a organizar a maior bolsa de negócios de Angola, a Filda. E garante já ter financiador para reabilitar o espaço degradado no Cazenga.

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Cerca de 12 anos depois de ter sido afastado da gestão da Feira Internacional de Luanda (Filda), o presidente da Associação dos Industriais de Angola (AIA), José Severino, garante estar disponível para recuperar o espaço do Cazenga, ao mesmo tempo que prepara as condições para voltar à posição em que esteve por mais de duas décadas.

Em declarações ao VALOR, além de considerar ser um direito da AIA assumir a gestão da Filda, Severino avança que a Associação já submeteu um memorando ao Executivo, aguardando por resposta. Enquanto isso, garante ter já um financiador disponível para reabilitar o espaço do Cazenga “que se encontra em estado de abandono e vandalizado”.

O líder dos industriais recusa-se, para já, a revelar o nome do financiador, mas defende que a AIA tem experiência na recuperação daquele espaço, que albergava a Filda, quando o fez em 1996.

A aposta de José Severino no espaço imobiliário do Cazenga levanta algumas interrogações, visto que a liderança anterior, encabeçada por Matos Cardoso, já defendia a necessidade de mudança por suposta falta de condições das instalações que agora se encontram vandalizadas. Matos Cardoso apontava, como alternativa, as proximidades da zona económica onde, coincidentemente, foi realizada, na semana passada, a 34.ª edição.

José Severino defende, entretanto, que o património imobiliário do Cazenga “reúne as condições necessárias”, inclusive para colocar a Filda no “patamar das maiores feiras do continente como a da Argélia e da África do Sul”, onde, no seu entender, “já deveria estar”. “A ganância e a falta de respeito aos interesses nacionais terão concorrido para a falência da FIL e o descalabro da Filda”, critica. José Severino foi forçado a deixar a liderança da Filda, em 2004, por decisão judicial como resultado de desentendimento com outros membros da AIA e com outras associações empresariais que reclamavam direitos na Expo-Angola, empresa que organizava a feira.

Em relação ao conflito interno na AIA, José Severino garante que conta com o apoio de grande parte dos associados, visto que “apenas uns poucos” se tinham manifestado contra a sua gestão. No diferendo com as restantes associações que tinham participações na Expo-Angola, José Severino deixa a entender que se tratava de “um problema que nunca deveria ter existido”, reforçando que a AIA é a entidade que tem os direitos de propriedade da Filda e que está registada como tal. Por isso, convida as demais associações, pelo que hoje não colocam qualquer impedimento legal.

APOIO DAS EMPRESÁRIAS

A Associação das Mulheres Empresárias da Província de Luanda (Assomel) era uma das associações que repartia, entre si, 21% das participações da Expo-Angola visto que a AIA detinha 79%. A presidente, Maria Nascimento, garante que voltaria a fazer parte de uma parceria para a organização e gestão da Filda desde que “os deveres e direitos ficassem devidamente clarificados”.

A empresária lembra que a confusão do passado foi motivada pela falta de clareza na divisão dos dividendos. Segundo conta, a organização da Filda e a gestão do espaço foi entregue, pelo Governo, na altura liderado pelo primeiro-ministro França Van-Dúnem, às associações. A AIA é a que estava em melhores condições financeiras para fazer face aos desafios, enquanto grande parte das associações, inclusive a Assomel, não tinha capital nenhum para entrar com uma quota de participação.

Por essa razão, ficou estabelecido em reunião que, quando fossem distribuídos os primeiros dividendos resultantes da realização de feiras, cada instituição que não tivesse pago entrava com a sua parte e foi nessa repartição dos dividendos onde surgiram os problemas.

“Nunca recebemos os dividendos e nunca se cumpriram os estabelecidos”, explica Maria Nascimento, acrescentando que, como consequência, “alguns membros não ficaram satisfeitos”. Apesar disso, defende que “não se deve individualizar as culpas”.

A Assomel foi convidada para o novo desafio a que a AIA se propõe, mas “a aceitação depende dos critérios do novo figurino, ou seja, a clarificação das formas das participações e a repartição dos dividendos”, avisa a presidente.

Além da Assomel, tinham também participações na Expo-Angola, a Associação Comercial e Industrial de Luanda (Acomil), a Câmara de Comércio e Indústria de Angola (CCIA), a Associação de Jovens Empresários de Angola (AJEA), a Associação das Mulheres Empresárias de Luanda (Acomil), o Instituto de Desenvolvimento Industrial de Angola (IDIA) e o Governo Provincial de Luanda (GPL).

 

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