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INVESTIMENTO. Número de chineses em Angola caiu dos 353 mil para os 73 mil. Violência foi a principal causa do afastamento. ‘Operação relâmpago’ devolveu confiança aos investidores, garante a CCAC.

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A violência que tem assolado Angola obrigou a que, nos últimos anos, dos 353 mil chineses que estavam a trabalhar 280 mil abandonassem o país por “constrangimentos”.

Segundo o presidente da Câmara de Comércio Angola-China (CCAC), Arnaldo Calado, além do regresso em massa dos chineses, a violência colocou um “travão” no andamento de 157 projectos gerados nos últimos 12 meses. Deste número de investimentos em andamento, sobraram apenas 17, localizados em Luanda e Matala, na Huila.

“Os chineses não estão a ir distante. Estão mesmo nos países vizinhos. Há inclusive africanos ricos que estão a enviar aviões de luxo para virem buscar os ‘nossos’ chineses”, revela o dirigente associativo.

Arnaldo Calado declara, no entanto, que as operações que a polícia desenvolveu, nas últimas semanas, têm estado a surtir efeito para se recuperarem os investimento estrangeiro e têm provocado aumentos nas intenções dos empresários de fora. O empresário deu, como exemplo a operação denominada ‘relâmpago’, realizada pela Polícia, que juntou 50 mil efectivos, e permitiu “uma subida vertiginosa do investimento chinês em Angola”. “Eles acham que estão seguros agora. Até sábado foram inauguradas 17 clínicas chinesas com parceria de angolanos, por causa da operação”, revela.

Segundo dados da Polícia, nos últimos dias, foram assassinados 22 chineses, enquanto18 foram raptados. “A violência não é só de angolanos para chineses. Há também, no seio da comunidade chinesa, ‘gangues’ compostas por chineses. Há tanto tribalismo e luta entre diferentes províncias chinesas, que a câmara já sugeriu pequenos grupos para a representação das províncias.”

Jindungo à ‘vista’

Dos projectos e investimentos que chegam à Câmara de Comércio, um grupo de empresários chineses apresentou uma proposta de comprar 30 toneladas de jindungo, por semana, a Angola.

Arnaldo Calado referiu que ainda não houve uma entidade a manifestar intenção de disponibilizar o jindungo. Para essa encomenda, os empresários estariam dispostos a pagar seis milhões de dólares. O presidente da Câmara prometeu procurar um vendedor e pediu aos empresários a diversificação na oferta de produtos feitos em Angola.

 

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