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COOPERAÇÃO. Encarregado de negócios da China defende que cooperação deve migrar para novas áreas, manifestando a intenção de apoiar a diversificação da economia angolana na agricultura, indústria.Valor global da dívida atingiu os 60 mil milhões de dólares.

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O futuro da relação económica entre a China e Angola tem de passar pela diversificação do modelo de cooperação, actualmente focado na construção de infra-estruturas, apostando na agricultura, indústria transformadora, bem como no sector produtivo, defende o encarregado de negócios da Embaixada da China, Li Bin, em declarações ao VALOR.

O diplomata garante que há disponibilidade financeira da parte do seu país e que cabe a Angola apresentar as suas prioridades, uma vez que o modelo de financiamento não vai mudar na sua essência. “Pode acontecer ajustes no foco de cooperação ou no modelo de garantia para se adaptar à nova realidade económica”, sublinha Li Bin.

O encarregado de negócios chinês lembra que a China é “o maior produtor do mundo, possuindo capacidade, tecnologia e experiência, que pode ser partilhada com Angola”. Li Bin elogia as reformas económicas do Governo, mas adverte que “melhorar o ambiente de negócios tem coisas que vão além de melhorar simplesmente uma legislação”. Como exemplo, aponta a burocracia. Mesmo assim, mostra-se “expectante” em relação ao desempenho da economia angolana no futuro, sobretudo na atracção de investimentos.

O valor global da dívida de Angola à China, que envolve financiamentos e investimentos privados, ultrapassa os 60 mil milhões de dólares, um valor que Li Bin considera ser a aposta chinesa no futuro da economia angolana. O diplomata lembra que o Governo, ao assumir o empréstimo, “faz uma licitação na qual as empresas chinesas têm preferência no mercado” e que isso “é uma prática comum no mundo inteiro”.

Li Bin garante ainda que a exportação do petróleo de Angola para a China e a concessão do crédito chinês, destinado à construção das infra-estruturas e obras, correspondem às leis e regulamentos de ambos os países, assim como às práticas e modelos universais de cooperação comercial no mundo, “trazendo benefícios às duas partes”.

O diplomata refere que, quando a paz foi alcançada em Angola, a China foi o único que se predispôs a ajudar na reconstrução nacional, enfatizando que os governos concordaram que Angola venderia petróleo à China, sendo esta um dos principais clientes, enquanto os chineses ofereceriam ajuda financeira e empréstimo. “Existe uma interpretação errada do modelo em que a China empresta dinheiro para trocar com petróleo. Compramos petróleo, pagamos em dólares, depois o Governo angolano toma os empréstimos que paga em parcela como qualquer cliente. Portanto são operações com efeitos económicos e políticos, sendo que Angola emitiu na maioria dos empréstimos garantias soberanas que vai pagar o empréstimo”, explicou.

 

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