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PETRÓLEO. Especialista considera optimista a previsão do Governo. Agência Internacional de Energia também perspectiva níveis inferiores.

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O Governo perspectiva uma redução de cerca de 9% da produção petrolífera até 2022, passando de mais de 1,637 milhões para 1,490 milhões de barris/dia. Os dados constam do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022 apresentado na passada semana.

O especialista em questões energéticas José Oliveira considera “optimistas” estas previsões. “Com as perdas de produção dos campos antigos que atingem mais de 100 mil barris/dia, para que se chegue a 2022 com uma produção idêntica à actual, é preciso que entrem novas produções de 400 mil barris/dia, sublinha, acrescentando ser necessária a “aprovação de dois ou três grandes projectos de produção de petróleo até ao fim do ano, o que ainda não está garantido”.

Angola vem registando quedas na produção desde Maio de 2017. Em Março, por exemplo, foi o membro da OPEP que registou a maior redução, caindo abaixo da média diária de 1,6 milhões para 1,524 milhões de barris/dia, uma tendência que se manteve até ao mês passado, em que a produção média diária foi 1,525 milhões.

José Oliveira entende ser necessário um “volume apreciável” de novas descobertas para que se inverta a tendência. “Temos de incentivar a pesquisa agora que os preços do barril já são atractivos”, defende, elogiando o Governo por “cumprir com a sua função, que é a de criar condições económico-financeiras atractivas ao investimento na pesquisa e produção”. “A bola agora está do lado das companhias que são quem tem essa função de descobrir e produzir petróleo e gás”.

José Oliveira considera que a redução “não é preocupante” para a aposta do Governo na refinação, visto que “o volume de petróleo que se vai no futuro refinar em Angola, mesmo que se construa a refinaria do Lobito, vai corresponder a pouco mais de 15% da produção”.

Num passado recente, as perspetivas do Governo apontavam para uma produção de dois milhões de barris/dia. Mas essa cifra nunca foi alcançada. Os níveis mais próximos fixaram-se acima dos 1,8 milhões barris/dia.

O acordo feito em 2016 entre os países produtores de petróleo, para reduzir a produção e fazer aumentar o preço do barril, obrigou Angola a cortar 78 mil barris/dia, com efeitos a partir 1 de Janeiro de 2017, para um limite de 1,673 milhões de barris diários. Mas, por questões técnicas, a produção está abaixo nos níveis fixados.

No mês passado, durante o conselho consultivo, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleo, Diamantino Azevedo, afirmou que, até ao final da legislatura, a preocupação é assegurar que a produção não baixe a menos de 1,5 milhões de barris/dia devido aos compromissos com a OPEP. E que o declínio na produção se deveu à falta de investimentos na prospecção, pesquisa e exploração.

Defendendo a necessidade de mais investigação e estudos para se obter reservas possíveis de serem exploradas, que “exige tempo e investimentos”, José Oliveira concorda com o ministro e afirma que Angola, todos os anos, “tem de investir para descobrir petróleo e fazer que entrem novos campos de produção para compensar os antigos cujas reservas e produção vão diminuindo”. “A baixa de preços não era rentável, até há pouco tempo, nem pesquisar nem desenvolver campos descobertos pelo que as companhias não investiram. A complicar um pouco a nossa situação também se deve referir o facto da pesquisa nos blocos do Pré-Sal de a Bacia do Kwanza ter dado origem mais a descobertas de gás que de petróleo”.

Em Março, as previsões da Agência Internacional de Energia (AIE) apontavam que Angola iria produzir 1,65 milhões de barris/ dia este ano (o mesmo que no ano passado) e depois começará a cair para 1,60 milhões em 2019, descendo ainda mais para 1,56 em 2020 e 2021. Na perspectiva da agência, em 2022, a produção será de 1,39 milhões de barris/dia, dando razão aos que, como José Oliveira, encaram como “optimistas” as previsões do Governo.

 

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