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AVIAÇÃO. Presidente da República trava nova companhia de voos domésticos, avaliada em mais de 140 milhões de dólares, pondo também em ‘cheque’ um contrato milionário de compra de aviões intermediado pelo BNI e por bancos egípcio e canadiano.

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A mais nova companhia aérea de voos domésticos, a AirConnection, um consórcio constituído pela TAAG, Enana, Bestfly, Air Jet, Air 26, Guicango, Dieximim, Sjl e Mavewa, já não vai sair do papel, garante o Presidente da República, João Lourenço. “Esta companhia ou consórcio entre a companhia de bandeira TAAG e algumas empresas privadas não vai sair. Não vai acontecer”, garantiu o chefe de Estado, numa entrevista dada à ‘Euronews’.

“No dia que isso acontecer, eu agradecia que ligassem para mim, a dizer-me que o senhor disse à ‘Euronews’ que não existia consórcio nenhum, mas hoje eu viajei num dos aviões do consórcio, de que o senhor falou”, reforçou o chefe de Estado, sem, no entanto, explicar as motivações do ‘chumbo’ do projecto.

Com estas afirmações, o Presidente da República, além de anular o surgimento da nova operadora, descredibiliza o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, que fez publicamente a apresentação da ‘badalada’ Air Connection Express -Transporte Aéreo, que deveria entrar em funcionamento já no próximo ano.

Aliás, representantes da nova operadora já tinham assinado um contrato com a canadiana Bombardier, para o fornecimento de seis aviões do tipo Q400, numa parceria público-privada avaliada em 143 milhões de dólares.

O contrato de compra dos aviões está a ser intermediado pelo banco angolano BNI, em parceria com congéneres do Egipto, através do Banco de Desenvolvimento Afrexim), e do canadiano EDC-Export Develoment. O sindicato de bancos garantiu já 90% do capital para a aquisição dos aparelhos.

Neste negócio, realizado sob auspícios de Augusto Tomás, evidenciou-se ainda a necessidade de garantias soberanas (de Angola, Canadá e Egipto), sendo que a entrega dos primeiros dois aviões está agendada para o primeiro trimestre de 2019.

O contrato com a Bombardier não fica pela aquisição de aviões. A construtora canadiana comprometeu-se também a formar 25 assistentes de bordo, 55 pilotos, 40 mecânicos bivalentes e enviar um representante para Angola por um período de 36 meses, para assegurar o início das operações da AirConection Express. No entanto, um mês depois de ‘tudo acordado’, João Lourenço ‘rasga’ todos os documentos e promete que jamais a empresa funcionará.

A porta-voz do consórcio que gera a Air Connection, Alcinda Pereira, preferiu não comentar, ao VALOR, as declarações do Presidente da República, limitando-se a avançar que desconhece informação da anulação do projecto.

Também apanhado de surpresa pelas declarações de João Lourenço, um representante de um accionista da Air Connection lembra que “a criação desse projecto cumpriu todos os pressupostos exigidos e não temos informação de que a empresa não funcionará”.

 

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