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PRODUÇÃO. Ministério pede ao FIDA para “melhorar” a abordagem na implementação dos projectos e critica a organização da ONU. Esta responde que os projectos são feitos em colaboração com o Governo, mas admite que os recursos são “escassos”.

David Tunga IDA

O Governo, através do Ministério da Agricultura e Florestas, criticou o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) por causa da abrangência territorial dos projectos de desenvolvimento rural dessa agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

O director do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), David Tunga, referiu, num ‘workshop’ sobre a avaliação dos programas da agência em Angola, que o Ministério “está preocupado” com o facto de os projectos do FIDA cobrirem apenas um grupo de famílias, quando são desenhados para atender uma província ou município.

O departamento ministerial sugeriu ao FIDA que, nos próximos projectos, “melhore” a abordagem. E pediu clareza na delimitação da abrangência “para não deixar pairar no ar a falsa ideia de que há uma cobertura geográfica que não se traduz na realidade”.

Manifestando a disponibilidade do IDA em oferecer “margem de intervenção” a potenciais parceiros para o desenvolvimento de projectos de apoio rural nas zonas não cobertas, Tunga explicou que não há “elementos sustentáveis” para a avaliação do impacto dos projectos do FIDA. “Há a necessidade de, na altura do desenho e do início da implementação, serem retratados os níveis em que se encontram as famílias a serem apoiadas para, no fim, se fazer uma avaliação dos resultados”, insitiu.

Em resposta à Agricultura, a directora do FIDA em Angola, Abla Benhammouche, refere que as questões geográficas “não têm que ver com o FIDA, mas com o Governo e as suas estratégias”. E que as zonas de implementação “dependem muito do Governo”, que colabora no desenho dos projectos. “Nós não acordamos numa manhã e dizemos: vamos implementar o projecto. Não, os projectos levam muito tempo”, explica, declarando que o FIDA “gostaria de implementar os projectos em todos os municípios”, não fosse a escassez de recursos. “Esses não são nossos programas, são vossos”, declarou, referindo-se ao Governo.

O FIDA trabalha em Angola desde 1989 e, no final de 2017, aprovou sete empréstimos e subvenções associadas, em apoio a uma carteira no valor de mais de 135 milhões de dólares.

No início deste mês, o Fundo e o Governo assinaram, na Itália, um acordo financeiro de 7,6 milhões de dólares, para beneficiar cerca de oito mil famílias rurais, no âmbito do Projecto de Recuperação Agrícola. Pelo Fundo, assinou o seu presidente, Gilbert Houngbo, e, por Angola, o seu embaixador e representante permanente no FIDA, Florêncio de Almeida.

Segundo o Fundo, cerca de 250.600 famílias já foram beneficiadas directamente pelos projectos em Angola, com incidência sobre as áreas mais pobres do Sul do país. Os projectos propõem-se aumentar a produção de alimentos, a pesca e a aquicultura, além de assegurar o acesso a serviços e infra-estruturas básicas para os grupos mais desfavorecidos.

 

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