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TURISMO. Apenas dentro de três meses se saberá quando e como vão funcionar o Fundo de Desenvolvimento Turístico e o Cartão do Turista. Pólos turísticos, desenhados há sete anos, ainda aguardam por melhores dias.

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Sete anos depois de terem sido criados, os pólos de desenvolvimento turístico de Calandula e do Okavango ainda não receberam qualquer investimento público ou privado.

De acordo com as previsões iniciais do Governo, as obras de infra-estruturas básicas, como estradas, energia e água, por exemplo, deveriam arrancar em 2013. No entanto, desde 2011, quando foram concebidos, que os pólos não têm sequer os planos directores desenhados.

Reconhecendo que a ausência de planos directores dificulta os investimentos, o director-geral do Instituto de Fomento Turístico (Infotur), Simão Pedro, esclarece que os atrasos foram provocados pela crise económica anunciada em 2014. “Na perspectiva actual do Governo, há um foco para que, no período 2018/2022, esteja gizado o plano de desenvolvimentos turístico e fazer acontecer os polos, fundamentalmente para aumentar o número de turistas”, explica.

O pólo de Okavango situa-se na zona fronteiriça do Kuando-Kubango e envolve uma área de cerca de nove mil metros quadrados. Enquadra-se num projecto turístico que abarca países vizinhos, como a Namíbia, Zâmbia e outros da região, incluindo o Botswana. No entanto, do outro lado da fronteira, de acordo com o director do Infotur, o investimento “está a acontecer e a bom ritmo”, elevando as taxas de visitas turísticas.

“Temos aqui centros identificados de turismo que, uma vez rentabilizados, vão produzir um ‘boom’ no turismo nacional”, confia Simão Pedro, acrescentando que se pretende que o turismo atinga 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em 2011, o Governo criou três pólos de desenvolvimentos turísticos em Cabo Ledo, em Luanda, Calandula, em Malange, e Okavango, no Kuando-Kubango. Adinamização dos pólos consta até do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND 2013-2017). Embora com um ritmo de investimento quase nulo, o pólo de Cabo Ledo é o único que já tem um plano director que permite ter noção do custo do investimento. Na área, não há rede pública de energia eléctrica e água, encarecendo o investimento. Os ‘resorts’ e restaurantes funcionam com energia alternativa de geradores.

Em 2012, quando foi apresentado o projecto, o seu director, Lucrécio Mangueira, estimou, numa primeira fase, fazer um investimento na ordem dos três mil milhões de kwanzas, prevendo ainda empregar cerca de nove mil trabalhadores. “Quem vai a Cabo Ledo encontra ‘resorts’ e restaurantes. Tem havido já um fluxo de turistas estrangeiros para o surf. Há todo um conjunto de medidas e acções que devem ser desenvolvidas em Cabo Ledo para potenciar ainda mais todo aquele manancial de turismo”, afirma Simão Pedro.

Em estudo não estão apenas os planos directores de Calandula e Okavango, também as modalidades de funcionamento do Fundo de Desenvolvimento Turístico, anunciado em 2012, e o Cartão do Turista, publicitado em 2014. De acordo com o director do Infotur, apenas dentro de três meses ficará a saber-se quando e como vão funcionar os dois projectos. Estima-se que, em 2017, Angola tenha registado a entrada de mais de 250 mil turistas. O turismo no país contribui com menos de 1% para o PIB.

 

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