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INVESTIMENTO PÚBLICO. Gizadas inicialmente para apoiar o Campeonato Africano de Futebol, acolhido por Angola, as unidades hoteleiras só começaram a funcionar três anos depois da realização do CAN 2010.

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Hotéis do Instituto do Fomento Turístico (Infotur), localizados no Namibe, Huíla e Cabinda, não geram lucros, segundo admite o director-geral da entidade, Simão Pedro.

As unidades hoteleiras surgiram de um projecto governamental orçado em 100 milhões de dólares e desenhado para apoiar, em 2010, o Campeonato Africano de Futebol (CAN) acolhido por Angola.

O plano, que contemplava a construção de cinco hotéis nas cidades que albergaram jogos da competição desportiva e no Namibe, não arrancou na data prevista, não tendo servido a ‘festa do futebol africano’, como inicialmente previsto. A inauguração da rede só aconteceu três anos depois, com o abrir de portas do hotel do Namibe, em 2013. A cidade também foi contemplada com uma unidade para albergar o Mundial de Hóquei em Patins.

No entanto, desde a abertura, o Hotel Infotur do Namibe só tem registado prejuízos. Os hotéis de Cabinda e Lubango/Huíla foram inaugurados em Agosto de 2017. Embora mais novas em relação às do Namibe, as duas unidades comerciais também não emitem sinais de serem rentáveis, Ainda assim, há mais hotéis do Infotur para serem inaugurados. Já no segundo semestre deste ano, Luanda e Benguela vão inaugurar as suas unidades, perfazendo os cinco hotéis da rede. Cada um dos cinco hotéis custou ao Estado 20 milhões de dólares, perfazendo o valor global de 100 milhões de dólares. Para já, a hotelaria é dos sectores mais afectados pela crise económica que vem assolando a economia angolana.

Deste modo, os hotéis a inaugurar enfrentam já ‘à nascença’ os mesmos problemas que estarão a influenciar a falta de rentabilidade das unidades em funcionamento. “De uma maneira geral, os hotéis não são rentáveis, mas estamos a apurar as razões reais da falta da rentabilidade”, assume o director-geral do Infotur, Simão Pedro.

Recentemente no comando do Infotur, Simão Pedro criou um grupo de trabalho para avaliar as razões que dificultam os registos de resultados positivos do negócio. Sem revelar o nome, o responsável informou que a gestão das unidades hoteleiras está a cargo de uma empresa privada. A continuidade do contrato encontra-se dependente do diagnóstico. “Estamos a fazer esse exercício para tomar medidas que possam realmente tornar as unidades rentáveis. Se se devem ao concessionário dos hotéis, uma empresa que chamou a si a gestão das unidades em 2014, quando só havia uma unidade hoteleira”, afirma Simão Pedro, evitando quantificar as perdas acumuladas. “Quando o Estado faz esse investimento fica à espera de retorno. Se o Estado faz um investimento e não está a ter retorno é claro que está a perder dinheiro.”

Todas as unidades têm 130 camas. A taxa de ocupação e o número de empregos gerados pelo projecto só serão revelados depois do diagnóstico.

Questionado se o Infotur não estaria em situação de concorrência desleal por ser regulador e ter unidades comerciais do sector, Simão Pedro afirmou que “o estatuto do Infotur permite que o instituto faça negócio e que tenha parceria para se autofinanciar”. “Seria ilegal, se o instituto fizesse gestão directa dos hotéis e se aparecesse como um operador. Portanto, o Infotur faz concessão das unidades e espera os resultados”, explica aquele responsável.

 

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