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ACADEMIA. Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, autor dos relatórios económico e social, perdeu o único financiador. E vê ameaçadas as investigações e as pesquisas sociais. Director está à procura de quem salve o centro e garante não fechar portas. Coreia do Sul pode ajudar.

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O Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola (CEIC) está sem um financiador para a investigação e pesquisas sociais, desde Dezembro do ano passado, com o término do acordo de financiamento da embaixada da Noruega, revelou, ao VALOR, o director do organismo, Alves da Rocha.

As investigações e pesquisas sociais do CEIC beneficiavam de um financiamento do governo norueguês, ao abrigo de um acordo que durou sete anos, rubricado entre a direcção da Universidade Católica e a embaixada da Noruega em Luanda.

Com a saída dos noruegueses, o CEIC fica sem uma fonte de financiamento permanente, colocando em causa futuras investigações e trabalhos de pesquisas sociais. Ficam ainda em risco os relatórios económico, social e o de energia, o único até agora produzido em Angola.

“Tínhamos um acordo de financiamento que, como todos, tem um ‘timing’. Foi graças a isso que o CEIC teve a possibilidade de desenvolver competência, apetências e qualificar muito dos seus investigadores. Mas, no último acordo, os termos eram justamente para terminar em Dezembro de 2017”, conta o director do CEIC.

Além do fim acordo, a Noruega quer também mudar o critério de canalização dos recursos à pesquisa social. Segundo Alves da Rocha, o governo norueguês quer incluir outros organismos e universidades no fundo de apoio ao trabalho de investigação.

“A Noruega tem um fundo para apoiar a pesquisa social em Angola. Mas o ponto de vista do Ministério dos Negócios Estrangeiros norueguês é que tem de se arranjar um modelo diferente. Porque muito do apoio à pesquisa social em Angola, financiado pela Noruega, foi canalizado apenas para o CEIC, durante esse de tempo. Então, entende-se, na Noruega, que este modelo de financiamento da pesquisa social tem de mudar”, esclarece o professor titular da UCAN.

Para contornar a situação, que ameaça o funcionamento normal da entidade, o director do CEIC lançou-se numa campanha de procura de novos financiadores, em Angola e no estrangeiro. Nos próximos dias, deve viajar para a Coreia do Sul, com o objectivo de fechar um acordo com um fundo de apoio à investigação científica.

Universidades apoiam

Também há universidades alemãs interessadas em cooperar com o CEIC, além de vários outros apoios e visitas que o centro tem recebido de fundações e embaixadores estrangeiros em Angola.

Segundo o director do CEIC, está também projectada a integração de outros trabalhos de pesquisas que ajudem a captar fundos. Sem especificar, adianta que vai usar a credibilidade que ganhou com os trabalhos já publicados para captar novos doadores, seja em Angola, através de instituições sedeadas no país, seja no estrangeiro.

“Andamos à procura de outras fontes de financiamento. Estamos a tentar implementar aqui um modelo diferente. Um modelo que alie a pesquisa social a outras modalidades que possam ser canais de entrada de dinheiro no CEIC. Temos de aproveitar a credibilidade que o CEIC. Temos recebido visitas de muitos embaixadores, que estão interessados em conhecer melhor o CEIC e ver as modalidades de colaboração com o CEIC”, disse.

UCAN sem condições

O CEIC é uma unidade de investigação da UCAN, mas com autonomia de gestão administrativa e financeira. Aliás, Alves da Rocha lembra que, actualmente, a universidade não tem condições de apoiar o CEIC, devido ao momento financeiro que atravessa.

“A universidade tem dificuldades financeiras. As contas financeiras da universidade como de todas as privadas estão complicadas. Porque as propinas não cobrem os custos de funcionamento”, resume Alves da Rocha, no que foi secundado por Precioso Domingos. Para este quadro da UCAN, a universidade está a trabalhar com apenas 30% das suas receitas, o que se justifica com a depreciação do kwanza e a instabilidade económica. “Se tivermos de ter em conta o câmbio informal (que para mim é o mais real), estamos a dizer que a universidade está a funcionar com 30% das suas receitas. A partir do momento em que a universidade funciona com 30% de receitas, estamos a falar de uma situação de deterioração dos serviços”, aponta o também investigador, que critica a fixação de preços-limite para propinas nas universidades.

 

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