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AGRICULTURA. Sul-africanos dispostos a fazer parcerias com empresários nacionais no agronegócio, mas impõem regras claras, entre as quais pagamentos de impostos e boa gestão. Governo sul-africano oferece ajuda na captação de financiamentos.

Forum empresarial da agronegocio Angola e africa do sul 5

A África do Sul está disponível para entrar no agronegócio angolano, com parcerias e até na obtenção de financiamento externo para propostas consideradas viáveis, mas quer regras bem claras.

A iniciativa para o financiamento, de acordo com Zanele Sanni, chefe do departamento do comércio e indústria daquele país, “deve partir dos empresários”, sendo que os governos ajudam a suportar os financiamentos através de linhas de créditos e pacotes específicos para cada caso, com reembolso a médio e longo prazos.

A responsável sul-africana defende que devem ser criadas condições que possam nortear as parcerias e o acesso aos apoios, como, por exemplo, “compromissos entre a parte angolana e a sul-africana sobre os objectivos que se pretende atingir com os projectos, obediência às boas práticas, investimentos nas comunidades em que o negócio for desenvolvido, troca de experiências entre as partes e o pagamento de impostos”.

Para a fiscalização das regras, haverá um júri composto pelas duas partes. Nesta parceria, vai estudar-se a possibilidade de os negócios serem feitos com as moedas dos dois países, o rand e o kwanza, para facilitar as importações de equipamentos, a exportação de produtos e os devidos pagamentos.

O mercado angolano é visto pelos sul-africanos como “viável e lucrativo”, segundo Zanele Sanni, que anunciou as intenções da África do Sul durante o fórum empresarial sobre agronegócio que reuniu, em Luanda, empre-sários dos dois países.

No encontro, promovido pela Agência para a Promoção de Investimento e Exportação (APIEX) e pela Associação Industrial de Angola (AIA), estiveram presentes cerca de 100 empresários.

Segundo o secretário de Estado para a Agricultura e Florestas, Carlos Alberto Jaime, a iniciativa serviu para responder ao convite do Presidente da República aos empresários sul-africanos, quando fez a primeira visita de Estado àquele país.

Carlos Alberto Jaime pensa que o acordo de supressão de vistos “traz vantagens em todo o espaço do domínio económico, sobretudo o do agronegócio”, tendo apontando as regiões com potencialidades agrícola e piscatórias que podem ser exploradas pelos sul-africanos.

Por sua vez, o presidente da AIA, referindo-se à moeda de troca, optou por chamar a atenção para o que falhou nos acordos com a Namíbia. José Severino entende que os bancos centrais, de Angola e da África do Sul, devem analisar para não se repetirem os erros anteriores.

O presidente da Câmara de Comércio Angola/África do Sul acredita que a mudança na liderança, em ambos os países, pode dar fôlego às relações comerciais e empresariais, porque os dois novos presidentes “defendem a mesma bandeira, o combate à corrupção”. Porém, Victoria Ferreira Nicolau adverte para a necessidade da mudança de atitude, defendendo que todos se devem comportar como “homens de negócios de uma economia aberta e competitiva e não como pessoas protegidas pelo Estado”.

 

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