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INVESTIGAÇÃO. Angola solicitou apoio francês, por falta de laboratórios especializados em investigação aeronáutica, onde se realizam leituras de ‘caixas pretas’.

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O gravador de voos, também conhecido por ‘caixa preta’, do avião da Air Guicango, que se despenhou, há quatro meses, na Lunda-Norte, vai ser aberto em França ainda este mês, soube o VALOR de fontes ligadas ao ‘dossier’.

A ‘caixa preta’ do Embraer EMB 120 deverá ser transportada já esta semana para Paris. A leitura de gravadores de voos é realizada em laboratórios especializados em acidentes aeronáuticos, inexistente em Angola, obrigando as autoridades a solicitar apoio francês.

Com a descodificação do dispositivo, em breve, o Governo estará em condições de informar quais foram as verdadeiras causas da queda do avião da companhia área privada Air Guigango. “Isso não levará muito tempo, porque, esta semana, os técnicos angolanos vão já a França. Os especialistas franceses são experientes e em breve vão dar os resultados”, tranquiliza uma fonte do Ministério dos Transportes (MinTrans).

Além de se apurar as motivações da queda do avião, a leitura da ‘caixa preta’ deverá permitir que se evite outros acidentes aeronáuticos pelas mesmas razões que ‘abateram’ o Embraer da Air Guicango. Todas as companhias vão beneficiar dos dados que forem apurados por uma questão de prevenção.

O apoio de França, nesta investigação, ocorre no âmbito de acordos bilaterais entre Angola e o Estado francês. Deste modo, não haverá encargos financeiros da parte angolana pelo trabalho a ser realizado por especialistas franceses. Os únicos gastos estão relacionados com os bilhetes de passagens e alojamentos dos técnicos angolanos que se deslocam a França.

O avião da Air Guicango caiu, a 12 de Outubro do ano passado, minutos depois de descolar do aeroporto da Lunda-Norte quando se dirigia para Luanda. O acidente provocou a morte dos sete ocupantes, sendo três tripulantes angolanos e quatro passageiros estrangeiros (quatro sul- africanos e um português).

Na altura, depois de serem encontrados os destroços do aparelho, as autoridades aventaram a possibilidade de o avião ter sido atingido por descargas eléctricas atmosféricas, que terão originado um incêndio num dos motores.

COMPANHIA SUSPENSA

Na sequência da queda do avião, os voos da Air Guicango foram suspensos pelo Ministério dos Transportes, por via do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (GPIAA). Por isso, a companhia não voa há já quatro meses e o poderá fazer depois de ser aberta a ‘caixa preta’ do avião acidentado.

Os resultados do inquérito poderão também ditar uma reestruturação da companhia privada. O VALOR tentou, sem sucesso, ouvir a direcção da Air Guicango. A sede da empresa está praticamente encerrada, encontrando-se apenas com os seguranças.

Sabe-se, no entanto, que enquanto esperam pelos resultados da comissão de investigação, há ‘apertos’ na empresa. O VALOR apurou, que por força da inoperância, os trabalhadores não recebem salários, encontrando-se em casa. Alguns deles já optaram por arranjar outros empregos. “A direcção da empresa só nos diz que o problema está ser resolvido, mas não dizem quando será resolvido”, apontou um funcionário da Air Guicango.

Quem também anda suspensa, é a companhia doméstica a Air 26 que se encontra há mais de um ano proibida de voar pelo facto de o regulador ter detectado irregularidades que põem em causa a segurança. O Instituto Nacional de Aviação Civil, na qualidade regulador, ordenou a reestruturação da empresa com o objectivo de corrigir os erros detectados.

 

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