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COMÉRCIO. Importações marítimas voltaram a estar em baixa. Mas o sal regista aumento superior a 200%, ante as queixas dos produtores nacionais. Produtos da cesta básica ‘salvam-se’ da tendência de queda.

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As importações marítimas, no segundo trimestre deste ano, tiveram uma queda de 11,65% em relação ao mesmo período de 2016, altura em que Angola comprou cerca de 988,9 mil toneladas, revelam dados do boletim estatístico do Conselho Nacional de Carregadores (CNC).

Esta tendência de descida, que se tem vindo a registar desde 2014, foi apenas contrariada pela importação de produtos da ‘cesta básica’ e por alguns produtos alimentares, como o sal, em que são assinalados aumentos significativos.

A farinha de trigo, que liderou as importações dos produtos alimentares, alcançou uma ligeira subida de 1,29% para as 64.294 toneladas, enquanto a quantidade de carnes e miudezas aumentou 72,21%, chegando às quase 43 mil toneladas. As farinhas e cereais tiveram um acréscimo de 10,41% para 42,9 mil toneladas, enquanto as importações de massas cozidas ou recheadas subiram 54,91% para as 24.7 mil toneladas.

A importação de sal, que está a ser contestada pelos produtores nacionais por, alegadamente, “dificultar a comercialização da produção interna”, também esteve em alta. Chegaram ao país, no período em análise, mais de 20,5 mil toneladas, um aumento de cerca de 253%, enquanto os produtores nacionais se queixam de ter 13 mil toneladas em ‘stock’ por falta de mercado.

Clínquer e Porto de Luanda líderes

Dos bens importados, o cimento hidráulico, também conhecido por clínquer, matéria-prima usada no fabrico do cimento Portland, foi o mais importado, conservando, desta feita, a posição dos anos anteriores. No entanto, não escapou a uma redução considerável, cerca de 80%, chegando aos portos 156 mil toneladas.

O Porto de Luanda foi o mais movimentado com a recepção de cerca de 80,73% de toda a mercadoria que chegou ao país. Houve uma redução de 9,46% para as 798,3 mil toneladas. Com excepção do Porto de Cabinda, todos os outros também baixaram o volume de entrada de mercadorias. As importações, que tiveram como destino o Porto de Cabinda, aumentaram 13% para as 27,6 mil toneladas.

Por sua vez, o Porto de Soyo recebeu 12,6 mil toneladas, o que significa menos 26,64% comparativamente ao mesmo período do ano passado, enquanto o do Namibe recebeu menos 16,18%, ou seja, 19,7 mil toneladas. Entraram no Porto do Lobito menos 29,69% de mercadoria, 128,3 mil toneladas, e no do Porto Amboim menos 48,8%, ou seja, 2,1 mil toneladas.

Portugal foi o maior exportador, nesse período, aumentando em 37,32% as vendas para 179,4 mil toneladas, o que representa 18,15% de todos os produtos importados. A China segue em segundo lugar, mas com um aumento de 33%, seguida do Brasil com 2,27%.

A empresa Angoalissar, por seu turno, foi a maior importadora no segundo trimestre, com o registo de pouco mais de 41,3 mil toneladas, um aumento de mais 13.9 mil toneladas relativamente ao mesmo período do ano passado. Na segunda posição, encontra-se a Secil Marítima, com o registo de 39 mil toneladas de carga importada. Completam a lista de maiores importadores a Nova Cimangola, Biocom e o Grupo Zahara que detém a cadeia de hipermercados Kero.

 

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