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VISTOS. Acordos de supressão de vistos com a África do Sul e Moçambique entraram em vigor em Dezembro. Operadores turísticos defendem medidas adicionais para estimular o sector e que atraiam mais turistas africanos e de outras regiões.

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O turismo vai ser o “principal beneficiário” do impacto dos acordos de supressão de vistos recíprocos em passaportes ordinários, que Angola assinou, recentemente, com a África do Sul e Moçambique, admitem vários operadores que avisam, no entanto, que o protocolo, por si só, “não é determinante para o desenvolvimento do sector”.

Os agentes lembram que há mais de 10 anos que Angola e Namíbia assinaram um acordo de isenção mútua de vistos, sendo, no entanto, “quase nula” a entrada de turistas namibianos. “Os angolanos gastam dinheiro na Namíbia, mas os namibianos não vêm gastar dinheiro a Angola”, observou a presidente da Associação das Agências de Viagens e Operadores Turísticos de Angola (AAVOTA), Catarina Oliveira.

Segundo especialistas, para que os acordos de isenção de vistos estimulem o turismo, são necessárias mais medidas, como a redução de preços dos bens e serviços. “Os jornais, a nível internacional, dizem que Luanda é a cidade mais cara do mundo. Por mais que haja supressão de vistos, os turistas não vêm. Estas coisas desestimulam o namibiano a vir para Angola”, argumenta Catarina Oliveira.

Por sua vez, o presidente da Associação de Hotelaria de Benguela, Jorge Brito, além de defender a redução dos preços de hotéis, restaurantes e ‘rent-a-car’, aponta ainda a necessidade de se investir na segurança das fronteiras e dos próprios turistas. “A operação turística faz-se com projectos. Antes de abrir as portas, temos de saber quem vai entrar. Uma coisa é vir com máquina fotográfica e o cartão de crédito, outra coisa é vir com paus e picaretas para garimpar o diamante. É preciso diferenciar estes tipos de turistas”, alerta.

Jorge Brito defende ainda que o Governo crie incentivos aduaneiros na importação de alguns bens e serviços ligados ao turismo. “Só a supressão de visto não é determinante. Temos de ter outros engodos”, sublinha, lamentando também os “altos custos que os hotéis e restaurantes de Benguela têm com os combustíveis para os geradores”.

Já o presidente da Associação de Operadores e Promotores de Turismo da Huíla (Hotur), João Lopes, entende que, “do ponto de vista estratégico, o Executivo fez muito bem em dar importância máxima à África Austral para depois estudar outros mercados”, referindo-se ao facto de os três países com os quais Angola assinou acordos pertencerem à região. Mas aponta outras barreiras que devem ser superadas, como a formação de recursos humanos. “É um processo que tem de ser bem estruturado. Não é só abrir portas, temos de saber como receber”, reforça.

TURISMO FRACO NO SUL

Tanto o operador da Huíla como o de Benguela fazem um balanço negativo do dinamismo turístico e hoteleiro, deste ano, nas respectivas províncias. O presidente da Associação de Hotelaria de Benguela, por exemplo, estima em menos de 20% a taxa de ocupação dos hotéis nas terras das ‘Acácias’. E lamenta que os operadores estejam com dificuldades financeiras para fazer face aos desafios. “Nenhuma casa de espectáculos de Benguela consegue pagar o ‘cachet’ que um artista angolano conceituado pede”, queixa-se.

Last modified on segunda, 04 dezembro 2017
 

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