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EMBARGO. Cerca de três meses depois de a Organização das Nações Unidas acusar Angola de violação das sanções ao regime de Pyongyang, e apesar de o Governo ter negado qualquer incumprimento, cidadãos do país comunista abandonam o solo angolano.

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Mais de 150 cidadãos norte-coreanos deixaram, recentemente, Luanda, três meses depois de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter acusado Angola de violar as sanções impostas à Coreia do Norte.

A saída dos norte-coreanos que trabalhavam no sector da construção civil acontece numa altura em que falta um mês para o fim do prazo (Dezembro) imposto a Angola para responder às acusações de possíveis violações sobre a Resolução 2.371 do Conselho de Segurança da ONU (CSONU), que sanciona a Coreia do Norte.

Para já, as autoridades angolanas não deixaram claro se os norte-coreanos abandonaram o solo angolano, no âmbito da pressão do CSONU, tendo em conta que o secretário de Estado das Relações Exteriores, Téte António, afirmou que se tratou de “coincidência, o facto de o contrato dos expatriados daquele país ter terminado, numa altura em que as Nações Unidas pediram a Angola o cumprimento da Resolução 2.371”.

Aliás, em exclusivo ao VALOR, o Governo angolano havia já negado qualquer violação do embargo ao regime comunista de Pyongyang. Agora, Téte António volta a esclarecer que não há conflitos. “Estão em fim de contrato. Não há conflito porque a resolução é específica. Esta cooperação não entra em contradição com a decisão do Conselho de Segurança. Cumprimos sempre as obrigações internacionais”, declarou.

Contrariamente à posição oficial, fontes ligadas ao MIREX avançaram que o repatriamento dos ‘pedreiros’ norte-coreanos se enquadra no cumprimento das sanções que pesam sobre o país asiático.

A resolução em referência também proíbe todos os novos empreendimentos conjuntos ou entidades comerciais cooperativas entre a Coreia do Norte e outras nações e investimentos adicionais já existentes. As sanções, até agora as mais fortes já aplicadas em resposta a um teste de mísseis balísticos, proíbem as exportações de carvão, que são a maior fonte de receita externa da Coreia do Norte, bem como de ferro, minério de ferro, chumbo, minério de chumbo e frutos do mar, que representam a entrada de cerca mil milhões de dólares por ano em divisas. A resolução, aprovada por unanimidade a 5 de Agosto, reforça as sanções da ONU contra a Coreia do Norte, face aos testes com dois mísseis balísticos intercontinentais (ICBM), realizados a 3 de Julho de 2017 e a 28 de Julho de 2017. O objectivo é forçar o governo norte-coreano a renunciar o seu programa nuclear e de mísseis balísticos.

Em finais de Agosto, a ONU acusou Angola e Moçambique de violarem as sanções contra o governo da Coreia do Norte, anunciando, em seguida, uma investigação. Um relatório da maior organização internacional indica a possibilidade de envolvimento entre as Forças Armadas Angolanas e peritos de segurança norte-coreanos. No entanto, os repatriados norte-coreanos estavam ligados ao sector da construção civil.

De acordo com dados oficiais do MIREX, os norte-coreanos estiveram envolvidos na construção de vários monumentos, entre os quais o do fundador da Nação e primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto, no Largo Primeiro de Maio, em Luanda; o Monumento da Batalha do Cuito Cuanavale; a estátua da Rainha Ginga, em Malanje, bem como o Monumento à Paz, no Moxico, e a Praça da República (mausoléu), em Luanda.

Last modified on segunda, 27 novembro 2017
 

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