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INDÚSTRIA. Angola produz cerca de 62 mil toneladas de sal por ano, mas as necessidades do país cifram-se em 200 mil. Dentro de dias, mercado pode ganhar mais 140 mil toneladas a serem produzidas pela “Sal Sul”.

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O arranque da fábrica ‘Sal Sul’, em Benguela, continua marcado para este mês de Novembro, embora o seu adminstrador, Fernando Ferreira, admita dificuldades na aquisição de divisas para a importação de máquinas e equipamentos.

Com as obras de construção iniciadas em Fevereiro do ano passado e com a conclusão prevista para este Novembro, a fábrica terá uma capacidade de produção de 140 mil tonelas por ano, mais do que duas vezes acima da produção actual estimada em 62 mil toneladas.

Pelas contas de Fernando Ferreira e considerando que as necessidades actuais de consumo se estimam em 200 mil toneladas ano, o arranque da ‘Sal Sul’ levará o país à auto-suficiência. “Não há motivos de importar o sal, quando temos uma vasta costa marítima e quando a matéria-prima para a produção do sal é a água do mar e o sol”, defendeu o administrador do grupo FF, para quem a diversificação da economia passa pelo combate ao “cancro das importações”, a favor da aposta na produção interna. “É por isso que a distribuição de divisas deve priorizar os investidores, sobretudo os que pretendem investir na produção de bens da cesta básica.

“Temos tido todo o apoio do Governo, mas desde Março que não conseguimos divisas para importar as máquinas. Sabemos que o país não produz equipamentos desta natureza”, lamentou, acrescentando ser preciso acabar com o que considerou de “oportunismo de certos importadores, ávidos de lucro fácil”.

Questionado sobre os níveis de produção da fábrica, muito acima das capacidades actuais instaladas, Ferreira recusa que esteja a montar um monopólio e apela os outros ‘players’ a seguirem o curso da inovação, “para conseguirem exportar o excedente e trazerem divisas para o país”.

É na exportação, aliás, que a ‘Sal Sul’ espera também encontrar uma oportunidade de negócio, depois de definir a empresa que será responsável pela distribuição do produto no mercado interno, no caso, a Angolissar. “Temos outros ‘players’ no Canada e Estados Unidos que demonstraram interesse em adquirir o nosso sal”. Localizada no município da Baía Farta, a fábrica ocupa uma área de 700 hectares e deve criar 150 empregos directos e cerca de mil indirectos.

OUTROS ‘PLAYERS’ EM BENGUELA

O representante da direcção das Pescas de Benguela, Pedro João, afirmou que actulamente o país importa perto de 200 mil toneladas, enquanto a produção local anda na ordem das 62 mil toneladas.

“O país já esteve mal, mas, aos poucos, a produção local tende a aumentar. Até Setembro do ano passado, a cifra apontava para cerca de 62 mil toneladas, mas a previsão deste ano aponta para 80 mil”, assinalou, declarando que, actualmente, o grupo ‘Calombolo’, composto por cinco pequenos salineiros, é o único que faz empacotamento do sal.

 

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