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MERCADO PETROLÍFERO. Como produtora de petróleo, matéria-prima da qual dependem grandemente as receitas para as despesas públicas, Angola sente-se satisfeita quando o barril sobe. Mas a situação continua “muito volátil”.

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O preço do crude da marca Brent, a referência para o petróleo angolano, continua a subir no mercado internacional pela quinta semana consecutiva. Até ao fecho da semana, oscilava acima dos 60 dólares. A situação tem estado a provocar alguma ‘celebração, com a expectativa do prenúncio do fim da crise em que o país mergulhou há mais de três anos. Mas o Executivo apela à cautela.

“São preços muito voláteis”, declarou, Diamantivo Pedro Azevedo, ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, em declarações a jornalistas na passada semana. “Não podemos cair na euforia dessa subida do preço. É preciso ter sempre alguma cautela.”

Para Azevedo, o “mais importante é ser consistente nas nossas políticas de melhoria do clima de investimentos para que se possa fazer a prospecção e continuar a produção do petróleo de forma sustentável”.

A afirmação é feita quando se completam, no próximo dia 17 de Novembro, os 30 dias dados ao grupo de trabalho criado pelo Presidente da República, João Lourenço, para apresentar propostas de políticas que melhorem o ambiente de negócios no sector do crude.

O grupo foi criado após uma reunião de executivos das petrolíferas internacionais, na qual manifestaram queixas sobre ‘dificuldades de acesso’ a Isabel dos Santos, PCA da Sonangol.

Até ao fecho da semana, o barril mantinha-se ligeiramente acima de 63 dólares, e poucos dias antes da reunião anual da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), onde os seus 12 membros vão discutir e decidir se devem manter ou não o limite de níveis de produção ratificado no ano passado e cujo objectivo foi o de influenciar a subida do preço para níveis sustentáveis, na óptica dos produtores.

Angola tem sido dos países que mais cumpre com o corte de produção da OPEP, inclusive com algum excesso, produzindo abaixo do que lhe é exigido. No entanto, o país ainda não decidiu se será pela manutenção dos cortes ou pelo seu levantamento. O ministro Azevedo está a analisar a agenda da OPEP, vai discutir com os parceiros, receber ‘instruções’ e, na reunião, vai apoiar a medida que for “positiva” para o sector. A produção nacional bruta de crude caiu para entre 1,6 e 1,7 milhões de barris por dia este ano, em comparação a 1,8 milhões durante grande parte de 2016, de acordo com estimativas de analistas citadas pela Bloomberg. Queda que prejudica a capacidade de serviço de dívida do Governo.

Preço Provoca Queda de RILs

Entretanto, as reservas cambiais do país podem diminuir ainda mais, se os preços do barril de crude não se mantiverem acima dos 60 dólares e o Executivo continuar com a taxa de câmbio administrativa em relação ao dólar americano. Ou seja, se não desvalorizar a moeda nacional, diz a Bloomberg Intelligence no seu último relatório.

As reservas internacionais líquidas caíram, em Setembro, para 15,1 mil milhões de dólares comparados aos anteriores 15,6 mil milhões em Agosto e 17,5 mil milhões de dólares em Julho. O declínio “provavelmente vem reflec tindo uma compensação de pagamentos atrasados,” diz o relatório.

 

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