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PRESSÃO. Ministério das Relações Exteriores espera por esclarecimentos dos Ministérios da Defesa Nacional e do Interior, bem como da TAAG, acusados pela Nações Unidas de terem envolvimento com individualidades norte-coreanas.

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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (CS-ONU) impôs um novo prazo (até Dezembro) a Angola para responder à acusação de violação às sanções contra a Coreia do Norte, devido ao programa de armas nucleares desenvolvido por Pyongyang.

Inicialmente, o Governo angolano tinha até Outubro para ‘provar a sua inocência’, mas a Organização das Nações Unidas (ONU) prorrogou o prazo até Dezembro, por causa das eleições gerais que ocorreram a 23 de Agosto (mais o período de instalação do novo Governo), segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores (MIREX), ligadas ao processo.

Os Ministérios da Defesa Nacional e do Interior, visados na acusação das Nações Unidas, ainda não prestaram informações sobre o assunto ao MIREX, embora tenham já sido notificados. A TAAG, empresa pública de transportes aéreos, também está envolvida no ‘dossier’, sob acusação de ter transportado individualidades norte-coreanas, que se encontram ‘sancionadas’.

“O Ministério das Relações Exteriores está à espera dos esclarecimentos destas instituições sobre as suas supostas relações com indivíduos norte-coreanos. A informação que nos passarem são as que vamos submeter ao Conselho de Segurança”, explica a fonte do MIREX, acrescentando que as declarações vão determinar a vinda ou não de peritos da Nações Unidas a Luanda. “Se provarmos a inocência, o assunto é arquivado.”, explica.

Em duas ocasiões, Angola prestou informações ao CS-ONU sobre o cumprimento do bloqueio ao país comunista, mas foi numa altura em que não pesava sobre Luanda qualquer acusação de incumprimento.

Em finais de Agosto, a ONU acusou Angola e Moçambique de estarem a violar as sanções contra o governo da Coreia do Norte, tendo, de seguida, anunciado uma investigação. Um relatório da maior organização internacional indica a possibilidade de envolvimento entre as Forças Armadas Angolanas e peritos de segurança norte-coreanos.

Em 2011, já havia suspeita de que Angola comprava equipamento militar à Coreia do Norte, numa operação que envolveria a empresa Green Pine Associated Corp, que também se encontra sob sanções da ONU.

“O painel continua a sua investigação sobre se a guarda presidencial de Angola e outras unidades foram treinadas por pessoas da República Democrática Popular da Coreia, bem como sobre diplomatas do país acreditado em Angola que trabalham para a Green Pine Corporation, incluindo o Kim HyokChan e o JonCholYoung”, aponta a ONU, no seu relatório.

No início de Setembro, mais uma ronda de sanções (a nona) foi aplicada sobre o regime de Kim Jong-un, que, apesar do isolamento, não abre mão da corrida armamentista nuclear. Este último bloqueio interdita as exportações norte-coreanas de têxteis e reduz a sua importação de petróleo e gás. Os Estados-membros da ONU estão ainda proibidos de contratar mão-de-obra da Coreia do Norte.

 

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