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DIVERSIFICAÇÃO ECONÓMICA. Para além de uma área de cerca de 35 milhões de hectares de terras aráveis para a prática da agricultura, país possui ainda ‘virtudes’ como um potencial hídrico estimado em 140 mil milhões de metros cúbicos. Nutrientes considerados mais do que suficientes para alavancar o sector, segundo o novo chefe do Executivo.

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O Presidente da República, João Lourenço, reafirmou, na passada quarta-feira, no município do Cachiungo, no Huambo, o empenho do Governo para incrementar a produção agrícola e acabar com a importação de alimentos.

O estadista, que discursava durante a abertura da campanha agrícola 2017/2018, apelou, no entanto, aos actores do sector para a criação de estratégia e políticas que estimulem a produção em grande escala, para a segurança alimentar.

“Vamos fazer tudo o que está ao nosso alcance para não importar alimentos, porque temos capacidade de produzir comida, temos de ser nós a produzir a comida de que precisamos, bem como exportar e angariar divisas com o excedente”, defendeu, tendo alertado que é chegada a hora de semear para depois colher, arregaçar as mangas para tirar maior proveito daquilo que a terra pode dar.

De acordo com os dados oficiais, Angola possui uma disponibilidade de 35 milhões de hectares de terras aráveis para a prática da agricultura, sobre uma superfície cultivada de cinco milhões de hectares (14% do total), para além de uma faixa irrigável de sete milhões de hectares da sua área total, dos quais 3,4 milhões de exploração tradicional.

Para além dessas ‘virtudes’, o país possui ainda uma rede hidrográfica constituída por 47 bacias e com um potencial hídrico estimado em 140 mil milhões de metros cúbicos. Foi com base nesse quadro que o Presidente da República encorajou os agricultores, apesar das dificuldades, escassez de sementes, adubo e de instrumentos de trabalho, a não cruzarem os braços e a continuarem a produzir alimentos.

O estadista lembrou, por outro lado, que a diversificação económica que se persegue deve ter em atenção o sector agrícola como o primeiro sinal, para a sua efectivação, ressaltando que só poderá haver sucesso na persecução deste objectivo se, para além de desenvolver outros ramos da economia, os angolanos forem capazes de promover o crescimento daquilo que é fundamental na diversificação, a agropecuária.

Nesta perspectiva, defendeu, de modo particular, o aumento da produção de cereais como milho, soja, feijão, entre outros, para alavancar também a pecuária, por intermédio da auto-suficiência alimentar para o gado.

PRODUÇÃO DE CEREAIS DISPARA

Algumas dessas produções agrícolas, entretanto, foram já destacadas no relatório de fundamentação do Orçamento Geral do Estado (OGE) do ano que está prestes a terminar. O documento refere, por exemplo, que se estima uma produção de cereais de 2.820,4 mil toneladas, no final deste ano, contra as 2.379 mil de 2016.

Já para as leguminosas oleaginosas espera-se uma produção de cerca de 228,4 mil toneladas, contra as 685,6 mil toneladas do ano anterior, enquanto para as frutas se estima uma produção de 5.562,8 mil toneladas, no final de 2017, contra as 5.042,5 mil toneladas de 2016.

No cômputo geral, o Governo agora liderado por João Lourenço, ainda que tendo como base o desempenho do anterior Executivo, espera melhores resultados na agricultura este ano.

Prevê-se que o sector venha a registar um crescimento na ordem dos 7,3%, um desempenho que deverá resultar de um conjunto de políticas do Executivo, em que se destacam o suporte à produção nos perímetros irrigados, o suporte às cooperativas de camponeses, o melhoramento dos solos, a distribuição de fertilizantes e calcário e os apoios à importação de meios de produção.

Caso venham a efectivar-se as previsões de crescimento, avançadas pelo Governo, o sector da agricultura deverá somente ser superado, em termos de crescimento, pelo sector da energia que, segundo se estima, deverá crescer 40,2%, deixando para trás áreas como a da indústria transformadora (4,0%), construção (2,3%) e pescas (2,3%).

Entretanto, o crescimento projectado é, ainda assim, inferior à média prevista no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2013-2017, de 9,8%. O Governo considera ainda assim este cenário como suficientemente robusto para funcionar como a base de um processo de industrialização orientado para o consumo interno e para a promoção de exportações.

Vale salientar que, depois da profunda estiagem que assolou áreas extensas do país e que afectou negativamente a actividade agrícola no ano de 2012, implicando um crescimento negativo na ordem dos 22,5%, o sector agrícola registou um expressivo revigoramento em 2013, apresentando uma taxa de crescimento de 42,3%.

Em 2014, este sector verificou uma forte desaceleração, crescendo a taxa de 11,9%, tendo estagnado no ano de 2015 com crescimento de 0,8%.

 

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