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REMODELAÇÃO. Dança de cadeiras prossegue no novo Governo, com a esperada consolidação da equipa governamental que deverá dispensar nomes sonantes.

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Com o Governo do Presidente João Lourenço já em funções, esperam-se para as próximas semanas novas nomeações para complementar uma equipa que, apesar da fusão de ministérios, permanece uma das mais pesadas do mundo. Entre as novas indicações destacam-se os secretários de Estado, embaixadores, directores e outras figuras de estruturas complementares.

Tal como em relação ao Governo, existem incertezas nos nomes, mas fontes próximas ao Palácio presidencial disseram ao VALOR que duas figuras de relevo deverão ser dispensadas e já terão sido convidadas a esvaziar os respectivos gabinetes na Cidade Alta. Trata-se de António Luvualu de Carvalho, embaixador itinerante, e Norberto Garcia, director da Unidade Técnica de Investimentos Privados (UTIP), figuras altamente mediáticas que se notabilizaram pelo seu desempenho na comunicação social em defesa do poder. Ambos partilham, também, a forma como ascenderam às esferas do Estado angolano, numa altura em que largos sectores da sociedade consideraram as respectivas nomeações como “compensação” pela sua lealdade. As indicações ocorreram em Setembro de 2015.

Apesar de organicamente estar ligado ao Ministério das Relações Exteriores, como embaixador itinerante Luvualu de Carvalho despachava e dependia operacionalmente do palácio presidencial, onde, aliás, se situa o seu gabinete de trabalho. A posição era inexistente nas estruturas do MIREX, sendo que a sua indicação decorreu da necessidade de contrapor os danos à imagem e reputação do poder a nível internacional, sobretudo na sequência do mediático caso dos ´revus´ (processo 15+2).

Da sua actuação como diplomata sobressai o seu desempenho em dois debates na televisão portuguesa RTP, que o opôs ao político João Soares e ao luso-angolano José Eduardo Agualusa.

Norberto Garcia destacou-se, em particular, em debates às sextas-feiras na TV Zimbo com o sociólogo e analista político João Paulo Ganga, numa altura em que respondia pela área social e política do MPLA em Luanda. A UTIP, que chefia, foi criada para “apoiar o Titular do Poder Executivo na preparação, condução, avaliação e negociação dos projectos desta natureza”, segundo despacho da Casa Civil da PR. Ou seja, também não depende de qualquer departamento ministerial.

A fonte do VALOR sinaliza que ambos devem ser dispensados, sendo mesmo provável a extinção de uma ou outra posição.

 

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