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PESQUISA. Cabinda é colocada como a província em que as mulheres são mais independentes na decisão na gestão dos próprios rendimentos. Kuando-Kubango aparece no outro extremo.

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Um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE), baseado no Inquérito de Indicadores Múltiplos, conclui que 40% das mulheres casadas ou em união de facto e que têm emprego remunerado decidem sozinhas sobre como gastar os seus rendimentos, ao passo que 42% participa da decisão sobre como gastar o dinheiro do marido.

O levantamento que se cinge no empoderamento da mulher angolana assinala que 16% das inquiridas declararam que são os maridos que tomam as decisões de como gastar o dinheiro da mulher. Em relação à perspectiva provincial, 75% das mulheres de Cabinda têm poder de decisão sobre como gastar o seu dinheiro, enquanto cerca de 66% tem o controlo sobre o dinheiro auferido pelo esposo.

Os números de Cabinda são o dobro e o triplo da média nacional, estimado em 40% para os rendimentos próprios da mulher e 20% para os rendimentos do marido.

O INE classifica, como emprego, qualquer actividade económica que a pessoa tenha exercido durante o período do inquérito, de 18 meses. Entre 2015 e 2016, o INE entrevistou mulheres e homens em idade entre os 15 e 49 anos, casados ou em união de facto. Contrariamente às mulheres de Cabinda que têm poder de decisão sobre como gastar os seus rendimentos, as mulheres do Kuando-Kubango são as que mais decidem em conjunto com o marido sobre como gastar o dinheiro.

Segundo o INE, o poder de a mulher participar no orçamento doméstico é um indicador de empoderamento desta franja da população. Os dados do Censo Geral da População e Habitação 2014 declaram que existem 2.166.308 cidadãos casados. Deste número, 1.070.570 são homens, enquanto 1.095.738 são mulheres.

HOMENS COM MAIS TELEFONES

O mesmo estudo traz ainda um inquérito relacionado com o uso de telemóveis em Angola. A respeito, conclui que o uso deste meio é mais frequente nos homens, que representam 70% dos usuários contra 51% das mulheres.

De acordo com o INE, a posse de telemóvel é mais elevada na área urbana onde 81% dos homens e 66% das mulheres possuem telemóvel. Em Luanda, três em cada quatro mulheres possuem telemóvel, contra um em cada cinco mulheres, na província do Bié, por exemplo.

 

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