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AUTOMÓVEIS. Empresa, tutelada pelo Ministério dos Transportes, fecha as portas por má gestão e degradação física e económica, com resultados negativos e custos acrescidos para o Estado. Gestora abandonou as instalações no ano passado.

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Volvidos três anos, após ter sido inaugurado pelo Presidente da República, e implicado um investimentos de cerca de 3,6 milhões de dólares dos cofres do Estado, o Centro Oficinal e Armazém Central de Peças Abamat S.A, em Luanda, acaba de ser extinto, através de um decreto presidencial de 3 de Agosto.

A Abamat faz parte de uma rede de oficinas que, além de garantir a assistência técnica a veículos e a venda de acessórios, surgiu para dar resposta ao regulamento dos centros de inspecção, aprovado em 2010 e que obriga a inspecção periódica de viaturas.

Igual destino teve a filial da empresa Abamat S.A, no Huambo, inaugurada pelo vice-presidente da República, Manuel Vicente, há três anos, cujo investimento se cifrou igualmente na ordem dos três milhões de dólares.

Transformado no princípio de 2006 de Abamat UEE para uma sociedade anónima comercial, com a denominação de Empresa de Abastecimento de Materiais (Abamat S.A), o projecto empresarial, adstrito ao Ministério dos Transportes, viu o seu fim chegar no princípio deste mês.

A sua extinção foi justificada por a empresa apresentar sinais “evidentes de degradação física e económica com resultados negativos e custos acrescidos aos cofres do Estado”, conforme assinala o documento que aprova o fim do empreendimento. Inaugurada em Agosto de 2014 pelo chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, o Centro Oficinal e Armazém de Peças de Luanda era gerido por uma empresa privada, denominada Jota Peças.

A empresa gestora anunciou, no terceiro trimestre de 2016, ao VALOR, através de um alto funcionário, que já não fazia atendimento ao público e que estava em reestruturação com previsões de mudar a gestão das oficinas este ano. Na altura, as viaturas que se encontravam parqueadas, no espaço, tinham ordens para serem removidas num curto período, segundo declarara a fonte.

A infra-estrutura foi equipada com material de ponta, como máquinas para o alinhamento de direcção de viaturas, laboratórios, área de pintura, entre outros serviços. As oficinas têm capacidade para atender 20 viaturas ligeiras e pesadas por dia. Alguns funcionários da Abamat, em Luanda, informaram, ao VALOR, que a empresa Jota Peças geriu durante esses anos o empreendimento de forma “danosa”, provocando, deste modo, a paralisação das oficinas desde o ano passado.

Os preços praticados pela Jota Peças foram considerados “exorbitantes” pelos funcionários, fazendo com que “afugentassem” potenciais clientes. Para além da degradação económica e física, a Abamat é extinta, segundo o Governo, com base na adopção de políticas extensivas a todas as áreas e projectos estratégicos de natureza pública que o Estado está a adoptar e que visam racionalizar despesas.

O processo de liquidação da empresa deverá ocorrer em seis meses, contados a partir de 27 de Julho. O Instituto para o Sector Empresarial Público (ISEP), em representação do Estado, será a entidade liquidatária,devendo para o efeito beneficiar de recursos do Tesouro Nacional para suportar os encargos com o processo.

A previsão era 
a expansão da empresa

O Ministério dos Transportes tinha a previsão de expandir a construção de mais Centros de Oficina e Reparação de veículos Abamat em outros pontos do país, de acordo com o parque automóvel de cada região.

Os planos de expansão foram reafirmados pelo ministro Augusto da Silva Tomás, por altura da inauguração do centro no Huambo.

O ministro fez saber, na altura, que a intenção era a de estender as oficinas à Huíla e Malanje. “Temos, actualmente, um mercado bastante exaustivo em termos de viaturas ligeiras e pesadas, facto que obriga o sector privado a apostar mais em acções de manutenção de veículos, de modo a cobrirem a malha existente no país”, assinalou, na ocasião, o governante.

TCUL absorve activos

O Governo decidiu, segundo o documento que extingue a Abamat, integrar os activos do empreendimento resultante do processo de liquidação na empresa de Transportes Urbanos e Colectivos de Luanda (TCUL). Quem visitar as instalações da Abamat, em Luanda, depara-se, à entrada das instalações, com dezenas de autocarros da TCUL no parque e as oficinas fechadas.

“A empresa Jota Peças abandonou as instalações da Abamat sem deixar uma circular ou um aviso prévio”, informaram ainda vários funcionários.

No estabelecimento, resta pouco ou nada da antiga gestora das oficinas, cujo paradeiro os trabalhadores da Abamat não souberam explicar.

 

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