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COMÉRCIO. Entre as falhas, chefe da ACOM destaca o facto de a interligação do circuito comercial ser “incipiente”, além de a rede comercial de proximidade estar “pouco desenvolvida”.

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Há cerca de um ano a trabalhar na reestruturação do comércio angolano, com o foco na assistência técnica e na formação, a equipa da ACOM, composta por três estrangeiros e um angolano, constatou “graves erros” no funcionamento do circuito comercial angolano.

Entre as falhas, Diana Biet, a chefe da equipa, aponta que a rede comercial de proximidade “está pouco desenvolvida”, a interligação do circuito comercial “é incipiente” e que muitos projectos desenvolvidos pelo Governo falharam, “muito por falta de estudos de viabilidade profundos e não comparados com os países da região”.

À margem do encontro Angola/ Portugal, promovido pela Câmara de Comércio Portugal/Angola e a Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA), a chefe da equipa da ACOM afirmou que Angola assinou um conjunto de acordos bilaterais e multilaterais de desenvolvimento da política comercial, num total de 43, entretanto, peca na sua fraca implementação.

Diana Biet avançou, contudo, que a ACOM vai trabalhar na reestruturação das infra-estruturas comerciais, porque entende que Angola já teve muitos projectos que falharam. O trabalho inclui a elaboração de um estudo de cadeias de valor regional, para analisar Angola e outros países.Biet anunciou também a realização, em breve, de um estudo técnico e financeiro para analisar a viabilidade das lojas de campo que o Governo pretende implementar. Estas lojas, de acordo com Biet, ajudariam na produção, com a venda de insumos, e no escoamento. A ideia é que sejam criadas na base de parcerias público-privadas.

PORTUGAL CHAMADO A FAZER MAIS

Portugal ocupa a sétima posição, quer nas importações, quer nas exportações para Angola, representado apenas 4% do total. Já a China lidera largamente as importações angolanas, reclamando cerca de 45% do mercado, um desnível que preocupa Nádia Cruz, a representante da CEEIA no encontro Angola/Portugal, na última semana, em Luanda. A gestora reconhece que Portugal não tem estrutura financeira igual à da China, mas, “sendo o país que começou todo o investimento em Angola, poderia fazer mais, o que seria uma mais-valia para os dois países”.

Nádia Cruz defendeu a necessidade de se mudar a política de negociação entre empresários nacionais e portugueses, sugerindo um novo figurino que deve passar por parcerias de investimentos em Angola para as exportações e “não saírem contentores de Portugal cheios para Angola e o inverso vazio”.

O presidente da Câmara de Comércio Portugal/Angola, João Luís Traça, concorda com a tese de Nádia Cruz. Entente que Portugal pode ser a “janela de oportunidade” de que Angola precisa para exportar os seus produtos para outros países europeus.

Traça sublinha que os produtos angolanos são “bem recebidos em Portugal” e que as empresas portuguesas são “importantes” para a diversificação e para o reforço da capacidade produtiva de Angola.

Para Traça, Angola encontra-se numa região estratégica do continente africano que facilita as exportações dos seus produtos para Portugal e vice-versa. Dados da CEEIA indicam que a madeira, o peixe e as rochas ornamentais representam 60% das exportações não-petrolíferas e não-diamantíferas. Há outras exportações tímidas, como bebidas e banana.

Portugal, entretanto, continua a ser um dos principais fornecedores de mercadorias de Angola. Não obstante a crise que dificulta o acesso às divisas, em Janeiro de 2017, Angola importou mercadorias avaliadas em 449, 2 milhões de euros, contra 302,9 milhões de euros nos últimos dois meses de 2016.

A lista de produtos é encabeçada pelos materiais agrícolas, alimentos, madeira e cortiça, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE). O encontro Angola/ Portugal teve como objectivo olhar para as potencialidades que Angola pode explorar para exportar.

 

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