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SIDERURGIA. Estudo pretende, entre outros objectivos, contribuir para o equlíbrio de preços entre entre o oferecido por operadores de sucata e o exigido pelas siderurgias.

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Depois do anúncio da proibição de exportação de sucatas em 2017, Bernarda Martins, ministra da Indústria, , anunciou, na última semana, a realização de um estudo que vai determinar as necessidades actuais de consumo desta matéria-prima e as perpectivas que se colocam a prazo.

A governante, que assinalou ser necessária a “concertação dos preços”, antecipou que o estudo pretende também encontrar um equilíbrio entre os preços praticados pelos operadores de sucata - os chamados ‘sucateiros’ - e os pretendidos pelas siderurgias.

Actualmente, uma tonelada de sucata custa entre cinco mil e 30 mil kwanzas, em função da qualidade que passa por uma análise química (ver entrevista na página 4). No mercado, o Ministéro da Indústria regista nove operadores de sucata licenciados, mas admite existirem outros não registados, em alinhamento com alguns dados que calculam a existência de cerca de 2.000 sucateiros não-licenciados, sobretudo jovens, que vendem directamente às siderurugias.

No encontro da semana passada que juntou Bernarda Martins, industriais de siderurgia e ‘sucateiros’, na mesma sala, para abordarem a problemática do mercado, alguns operadores defenderam, entretanto, “clareza” na atribuição de licenças, considerando haver privilegiados, cujos pedidos são admitidos de forma célere, e preteridos, cujas solicitações são engavetadas.

Ivan Prado Magalhães, director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE), do Ministério da Indústria, respondeu, entretanto, ao VALOR, que as licenças para empresas de colheita de sucata estão abertas a todos, desde que se cumpram os requisitos estabelecidos por lei.

No fim do encontro, os participantes consideraram a reunião “positiva”, tendo saído desta a ideia da criação de uma associação dos operadores de sucatas, de modo a “evitarem-se interesses individuais na concessão de divisas”.

PROCURA INTERNA 

O país conta com cinco ciderurgias com uma capacidade instalada de 600 mil toneladas ao ano, em termos de produção de varão de aço.

Trata-se da Sociedade Angolana de Siderurgia (Sidurgia Nacional), a Aceria de Angola (ADA), a Best Angola Metal, a Delta Steel Mill e a Fabrimetal Lda. Várias outras devem ser abertas em Cabinda e Benguela, segundo o director do GEPE da Indústria.

Nos cálculos de Ivan Magalhães, as sucatas colhidas no país ainda não são suficientes para atender o mercado, apesar da probição de exportação da matéria-prima, medida considerada de protecção da siderurgia nacional e que vem renovando há quatro anos.

Dados da Administração Geral Tributária (AGT) indicam que, até 2014, Angola gastava, em média anual, 75 milhões de dólares com a importação de produtos identificados como varão de aço ou similares. Entretanto, a escassez de divisas reduziu as importações.

O país conta essencialmente com a sucata marítima (de navios velhos), militar e a sucata resultante da reabilitação dos caminhos-de-ferro.

 

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