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INDÚSTRIA. Dos 8.460 hectares da reserva industrial da Zona Económica Especial de Viana, apenas 2.115 estão a ser aproveitados. Espaço também se debate com falta de recursos para terminar a infra-estruturação.

 

Volvidos oito anos, desde a sua criação, a Zona Económica Especial de Viana (ZEE) continua praticamente ‘desabitada’, em termos de actividade industrial. Com uma extensão de 8.460 hectares de reserva industrial, apenas 25% deste espaço, correspondente a 2.115 hectares, está a ser utilizado, segundo revelou, ao VALOR, o director de contabilidade e finanças da ZEE, Joaquim Cristóvão.

O responsável, que avançou a informação durante a assinatura dos contratos de investimentos entre a empresa Tidiane Trading e a Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), acrescentou que, em termos de infra-estruturas, apenas dois dos quatro quadrantes que compõem o espaço estão a ser utilizados.

A falta de recursos financeiros, motivada pela crise, é apontada como a principal barreira para a efectivação da infra-estruturação do espaço e para que cerca de 100 unidades fabris arranquem com a produção. Face à escassez de divisas, as empresas que funcionam no espaço têm-se debatido com várias dificuldades, “relacionadas nomeadamentecom a importação de matéria-prima e ‘Know-how’”. Cristóvão acredita, no entanto, que a situação possa melhorar nos próximos tempos. “Podíamos fazer mais, mas as dificuldades financeiras acabam por inibir a intenção de dar continuidade. Contudo, continuamos com o lema de fazer mais com pouco”, ressalvou.

A ZEE tem actualmente, em funcionamento, 37 unidades fabris, 26 das quais pertencem à Sonangol Investimentos Industriais (SIIND) que, entretanto, se encontram em processo de alienação para a gestão privada, segundo um decreto do ano passado.

O documento, que autoriza a transferência da totalidade das quotas representativas do capital social da entidade, refere que a medida visa dar “eficiência” às unidades, cessando “os custos de manutenção levados a cabo pelo Estado”. Desde a aprovação da alienação, ainda não foram conhecidos novos dados referentes a esse processo.

Criada pelo Governo em Outubro de 2009, com uma linha de crédito da China, a ZEE assume-se como um dos instrumentos para a promoção e modernização da economia e do relançamento da indústria nacional. O projecto teve um capital inicial de 50 milhões de dólares.

O espaço onde funciona a ZEE é fisicamente demarcado, dotado de várias infra-estruturas, entre fundiárias, económicas e administrativas que pretendem estar adequadas à competitividade, inovação, fomento intensivo da produção e criação de empregos, beneficiando, em termos fiscais, de um estatuto especial. O espaço tem 21 reservas fundiárias, sete das quais industriais, seis agrícolas e oito minerais.

 

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