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ELEIÇÕES. Partido dos ‘maninhos’ propõe reforma do Estado e diz-se preocupado com índices de desenvolvimento. UNITA entende que a agricultura “está adormecida” e promete também uma ‘nova economia’.

 

A UNITA promete reestruturar a economia angolana de modo a torná-la “sólida, sustentável, competitiva, baseada na iniciativa privada e capaz de gerar e multiplicar riqueza”, estabelecendo o salário mínimo em 500 dólares norte-americanos. Na apresentação das linhas principais do seu programa eleitoral, o partido que lidera a oposição afirma que se propõe “criar mecanismos inovadores” e promete o “pleno emprego”, caso saia vitorioso a 23 de Agosto.

A promessa consta do seu manifesto eleitoral para as eleições de Agosto próximo, apresentado na semana passada, em Luanda, depois de o rival MPLA já o ter feito em meados de Maio. O documento apresenta quatro eixos fundamentais, nomeadamente Educação, Saúde, Emprego e Segurança Social.

Segundo o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, o manifesto é um resumo do programa que o Governo Inclusivo e Participado do ‘galo negro’ seguiria entre 2017 e 2030.

Samakuva considera que a agricultura e o sector diamantífero estão “adormecidos”, com o segundo a registar um desempenho negativo de 0,6%, e a indústria transformadora uma queda de 3,9%. Mas o líder da UNITA não refere, entretanto, quando ocorreram essas quedas.

Na leitura de Samakuva, a baixa do preço do petróleo no mercado internacional provou que a estrutura da economia angolana é “insustentável”, e que este factor “abalou as bases macroeconómicas do país”.

Contas do partido apontam que, nos últimos anos, os salários terão perdido mais de 50% do seu poder de compra, tendo o Governo aumentado a dívida pública para mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB), além de o sistema bancário perder a confiança dos clientes. As críticas ao programa, ou manifesto, não tardaram e saíram de dentro. O seu militante Fernando Heitor, economista e actual deputado que abdicou da lista para o parlamento, mostrou-se pessimista quanto à exequibilidade do programa. Considera que o mesmo é “bom e extenso”, com alguns pontos semelhantes aos do MPLA, mas vê no mesmo um problema: “como a UNITA vai fazer para concretizar as promessas?”, questiona.

AS SETE ‘SOLUÇÕES’ DA UNITA

Governo inclusivo

Programa integrado de emer gência nacional 

Combate à fome e à pobreza 

Igualdade de oportunidades 

Reestruturação da economia 

Pluralismo na comunicação social 

Valorização da família

 

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