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PESQUISA. Gestores de topo consideram que banco central deve melhorar gestão das divisas, ao mesmo tempo que avaliam fiscalidade como “pouco ou nada atractiva” na captação de investimentos. O estudo da EY declara que Cunene, Bié e Moxico são as províncias “menos atraentes” e que os empresários não estão virados para as fusões e aquisições.

 

Uma pesquisa recente da consultora internacional Ernest & Young (EY) conclui que 68% dos gestores de topo consideram “desadequada” a abordagem do Banco Nacional de Angola (BNA) às empresas, em relação ao tema da escassez de divisas. Denominado ‘Angola e os desafios do futuro: o que pensam as empresas?’, o estudo destaca o ‘dilema’ entre a necessidade de gerir recursos escassos e a urgência de pagamentos internacionais, com a consultora a admitir que o resultado está “dentro do que a situação levaria a esperar”. Ou seja, das 50 respostas de gestores de topo, 34 consideraram a abordagem do BNA sobre a escassez de divisas “uma situação a melhorar”.

O que os gestores pensam da gestão do BNA não difere muito da avaliação que atribuem à abordagem da Administração Geral Tributária (AGT), junto das empresas. Das 45 respostas, 48% consideraram o trabalho da AGT “desadequado”, 27% atribuíram nota positiva e 25% declararam-se “neutros”. O responsável da consultora em Angola, Luís Marques, refere, entretanto, que a AGT tem tido uma abordagem “mais interventiva na economia”, desde a fusão entre a Direcção Nacional de Impostos, o Serviço Nacional das Alfândegas e o Programa Executivo para a Reforma Tributária. Noutra matéria, os gestores entendem que a fiscalidade em Angola é “pouco ou nada atractiva”, quando se trata de cativar investimento privado, mas olham para os passos dados a nível da reforma fiscal como “globalmente positivos”, com menos de 18% da amostra a considerar que os impactos serão “pouco relevantes”.

LUANDA LIDERA INVESTIMENTOS

O estudo conclui ainda que 25% das intenções de investimentos das empresas angolanas, nos próximos três anos, recaem sobre Luanda, considerada como a província “mais atractiva”. Benguela Cabinda e Huambo seguem-se nas preferências dos investidores. Cunene, Bié e Moxico são as menos “apetecíveis”, das 117 intenções de investimentos, cada uma destas províncias recebeu apenas uma.

O sector financeiro e a indústria petrolífera são as duas áreas onde os investidores planeiam investir nos próximos tempos, segundo o estudo. Neste aspecto, a consultora refere que houve dispersão de respostas relativamente a outros ramos a investir. “A dispersão de respostas parece indicar uma avaliação de existência de oportunidades num grande número de sectores, o que pode ser um bom indicador quanto ao papel que o investimento privado de origem angolana poderá vir a ter no processo de diversificação económica”, refere o estudo.

A educação, saúde, programas de formação e flexibilização do regime cambial são as áreas em que as empresas mais gostariam de ver um esforço do investimento público, assinalam os consultores da EY. O financiamento não fica atrás, com as empresas a ansiarem por maior facilidade e benefícios fiscais ao investimento.

“NADA” DE FUSÕES E AQUISIÇÕES

Para as empresas angolanas, possíveis fusões e aquisições não fazem parte do foco estratégico para os próximos três anos, conclui ainda o estudo. Entre 111 respostas, sobre estratégia nas fusões e aquisições, apenas uma teve preferência por essa via, apesar de ser um mecanismo com potencial elevado de aceleração das estratégias de crescimento ou de consolidação financeira.

A consultora afirma que o facto de as empresas não estarem para aí viradas “é um sinal de que existe espaço para sensibilizar as empresas angolanas de média dimensão para as vantagens e riscos, bem como para as competências necessárias para gerir este tipo de processo”. A pesquisa da EY obteve dezenas de respostas dos mais diferentes sectores, envolvendo apenas empresas angolanas e que operam em Angola. O inquérito electrónico esteve disponível entre Março e Abril.

 

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