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TURISMO. Governo criou projectos com objectivo de fazer um melhor aproveitamento turístico e paisagístico, através de parcerias público-privadas. Passados mais de cinco anos, muito pouco saiu do papel.

 

Os três Pólos de Desenvolvimento Turístico, criados em 2011 e controlados pelo Ministério da Hotelaria e Turismo, não foram além dos 30%, em termos de execução, face às limitações financeiras impostas pela crise económica, apurou o VE de fonte ministerial.

Os Pólos do Cabo Ledo (Luanda), Kalandula (Malanje) e Okavango (Kuando-Kubango) foram criados, por decreto presidencial, com o objectivo de se melhorar o aproveitamento turístico e paisagístico de cada uma das regiões, mas, depois de mais de cinco anos, os trabalhos não foram além da elaboração dos planos directores, que projectam o modelo de ordenamento do espaço, as acessibilidades, as infra-estruturas e os empreendimentos turísticos a implantar.

Com os trabalhos de desenvolvimento dos projectos praticamente paralisados, os gestores dos pólos passam a maior parte do tempo em Luanda, situação que, pelo menos, um dos directores considera “frustrante”. Entre outras competências, os pólos, concebidos como entidades autónomas, foram projectados para estimular a construção de hotéis, pousadas, restauração e serviços similares de apoio ao turismo, através de iniciativas privadas. A defesa das zonas de preservação ecológica e a preservação das áreas agrícolas de apoio ao desenvolvimento do turismo e do meio ambiente constam também das razões por detrás da criação dessas unidades.

Francisco Neli, director do Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango, lembra que o projecto transfronteiriço prevê a construção de alojamentos de entre 200 e 250 quartos, distribuídos por 13 ‘eco-lodges’ de três, quatro e cinco estrelas, além de dois hotéis com capacidade de 40 apartamentos por unidade. Com zona de restauração e lojas, o projecto inscreve também a construção de um centro de pesca desportiva, com vários cais ao longo dos rios.

Já, em Luanda, o Pólo de Desenvolvimento do Cabo Ledo, no município da Quissama, prevê absorver 3.000 milhões de kwanzas, com a entrada de privados na exploração até 2020, de acordo com o director do projecto, Lucrécio da Silva Mangueira Júnior. O projecto, iniciado em Janeiro de 2012, previa ser implementado em duas fases, sendo que o término da primeira estava previsto para 2017 e a segunda para três anos depois.

Eugénio Clemente, director do Instituto de Fomento Turístico, recorda que, para a dinamização do turismo, “é necessário apostar-se seriamente na criação de infraestruturas, sobretudo rodoviárias, para atrair muitos turistas nacionais e estrangeiros”. Clemente aponto o turismo como “uma das principais fontes de receitas para o Estado em qualquer parte do mundo e, neste caso, Angola não pode fugir a essa realidade”.

 

 

FORA DO MINISTÉRIO 

Em Luanda, além do Pólo de Desenvolvimento Turístico de Cabo Ledo, há um outro designado Pólo de Desenvolvimento Turístico do Futungo de Belas e Mussulo. Este, contrariamente aos demais, é gerido pelos Serviços de Apoio ao Presidente da República. O projecto ocupa uma área de 537 hectares, desde o largo da Corimba até à ponte do Benfica, e vai abarcar a construção de lotes para habitação familiar, edifícios para comércio e serviços, áreas dedicadas ao lazer e de apoio ao turismo, como hotéis, ‘resorts’, centros de convenções e marinas, além de estacionamentos e zonas verdes. No perímetro, será ainda erguido o Museu da República.

 

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